quarta-feira, 30 de junho de 2010

8 ANOS SEM CHICO XAVIER



Dia 30/06/2002 desencarnava Chico Xavier, aos 92 anos.
Segundo o médico e amigo, Eurípedes Tahan Vieira, Chico sofreu "uma parada cardíaca, sem sofrimento, sem dor e sem nenhum aviso prévio".
O dia de Xavier tinha sido como os demais. Ele acordou cedo, fez orações e tomou o café da manhã normalmente. Conversou com familiares e descansou. Não assistiu à partida da seleção brasileira, mas quis saber o resultado após o final do jogo.
Chico Xavier deitou-se para dormir no horário habitual. Às 19h20, foi para a cama e, como de costume, ergueu as mãos para o alto e rezou. Desencarnou cerca de dez minutos depois.
Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico teria pedido a Deus para morrer em um dia em que os brasileiros estariam muito felizes, e que o país estaria em festa, por isso ninguém ficaria triste com sua desencarnação. O país festejava a conquista da Copa do mundo de futebol de 2002 no dia de seu falecimento.
Mas ele continua vivo, mais do que nunca, nos filmes, livros, revistas, jornais, internet, etc..
O Espiritismo ganhou respeito graças a ele.
Nosso eterno agradecimento a esta alma cheia de amor verdadeiro que hoje vive no além e em nossos corações.


domingo, 27 de junho de 2010

ANIMAIS - Marcel Benedeti


QUEM AMA


Quem ama nada exige.
Perdoa sem traçar condições.
Sabe sacrificar-se pela felicidade alheia.
Renuncia com alegria ao que mais deseja.
Não espera reconhecimento.
Serve sem cansaço.
Apaga-se para que outros brilhem.
Silencia as aflições, ocultando as próprias lágrimas.
Retribui o mal com o bem.
É sempre o mesmo em qualquer situação.
Vive para ser útil aos semelhantes.
Agradece a cruz que leva sobre os ombros.
Fala esclarecendo e ouve compreendendo.
Crê na Verdade e procura ser justo.
Quem ama, qual o samaritano anônimo da parábola do Mestre, levanta os caídos da estrada, balsamiza-lhes as chagas, abraça-os fraternalmente e segue adiante...

* * *
Psicografia: Francisco Cândido Xavier; Carlos A. Baccelli.
Da obra: Brilhe Vossa Luz.
Ditado pelo Espírito Alexandre de Jesus.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

CAP. X - BEM AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS


Quando uma pessoa faz alguma coisa errada, não devemos criticá-la, porque nós também erramos. Aquele erro deve servir de lição para que não façamos o mesmo.
Além de não criticar, não devemos também ficar espalhando seu erro. Porque, antes de mais nada, devemos nos preocupar com o nosso comportamento. Os misericordiosos devem aprender a perdoar as ofensas. Porque, quando perdoamos de coração, Deus também perdoará nossos erros.
Quem nunca errou? Quem nunca precisou de perdão? Por isso, Jesus ensina que devemos perdoar as faltas dos outros, porque nós também cometemos faltas.
Quando orarmos sem mágoa da pessoa que nos ofendeu e arrependido dos nossos erros, nossa prece agradará Deus.
As pessoas daquela época estavam confusas com os ensinamentos de Jesus, porque pedia: para perdoar, para não revidar ofensas, etc., e eles estavam acostumados a seguir A LEI que são as leis escritas por Moisés, e que eram rígidas, a maioria mandava matar para punir aquele que errasse. Moisés escreveu a maioria das leis, mas também recebeu, através de sua mediunidade, leis divina, que são os 10 MANDAMENTOS.
Então, um dia, levaram até Jesus uma mulher que era casada e adulterava com outro homem. Queriam apedrejá-la, porque A LEI de Moisés dizia para apedrejar até a morte a mulher e o homem que fossem casados e cometessem o adultério. E aí perguntaram a Jesus:
- Que Lei devemos aplicar a esta mulher? A Lei de Moisés, que manda matar ou a sua, que pede para perdoar?
Jesus, com sua sabedoria, pôde ver que a mulher estava arrependida e que aqueles homens também tinham erros.
Então, olhou para eles e disse:
- Aquele que não tiver pecado, que atire a primeira pedra.
Depois desta grande lição de moral, os homens ficaram envergonhados, saíram de cabeça baixa. E Jesus falou à mulher.
- Vai e não peques (erres) mais.

Jesus quis mostrar que só pode apontar erro alheio, aquele que nunca errou. E que é a lei de Deus que está nos 10 mandamentos e que diz “não adulteres” que deve ser seguido por todos, homens e mulheres e não a de Moisés que diz "Os adúlteros serão apedrejados até a morte" (Deuteronômio 22:22). Afinal, nos 10 mandamentos Deus diz: "não matarás".

E Jesus pediu para que a mulher não transgredisse a Lei divina novamente.

Então, o perdão é um exercício que devemos começar a praticar. Há pessoas que não conseguem pedir desculpas, porque são muito orgulhosas; outras dizem que perdoam da boca para fora, pois vibram de longe para que algo aconteça para quem as prejudicou, e quando acontece sentem-se vingadas e dizem: “bem feito!”; etc. Precisamos entender que quando nos vingamos com palavras ou gestos, direta ou indiretamente, é porque não perdoamos. A vingança é contrário ao perdão.

Quando nós entendermos que, mais dia menos dia, precisaremos (nós ou nossos entes queridos) da misericórdia de alguém para que sejamos perdoados por algo que fizermos, nos esforçaremos mais para sentirmos misericórdia de alguém e com isso, exercitaremos com mais facilidade o perdão. Afinal, somos espíritos que já erramos muito em encarnações passadas e continuamos a errar porque ainda temos falhas morais.

terça-feira, 22 de junho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

OS DEZ MANDAMENTOS - TV Mundo Maior

AQUELE QUE FURTAVA NÃO FURTE MAIS - Emmanuel


“Aquele que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.” (Paulo, Efésios, 4:28)

Há roubos de outras naturezas também, jamais catalogados nos códigos de justiça da Terra.
Depredações da confiança alheia.
Invasões nos interesses dos outros.
Apropriações indébitas, através do pensamento.
Privadores da alegria e da esperança.
Com as chaves falsas da intriga e da calúnia, da crueldade e da má-fé, almas impiedosas existem, penetrando sutilmente nos corações desprevinidos, depilando-os em seus mais valiosos patrimônios espirituais . . .
Por este motivo, a palavra de Tarso se reveste de sublime significação:
“AQUELE QUE FURTAVA NÃO FURTE MAIS.”
Se aceitaste o Evangelho por norma de elevação da tua vida, procura, acima de tudo, ocupar as tuas mãos em atividades edificantes, a fim de que possas ser realmente útil aos que necessitam.
Na preguiça está sediada a gerência do mal.
Quem alguma coisa faz, tem algo a repartir.
Busca teu posto de serviço, cumpre dignamente as tuas obrigações de cada dia e, atendendo aos serviços, cumpre dignamente as tuas obrigações de cada dia e, atendendo aos deveres que o Senhor te confiou, atravessarás o caminho terrestre sem furtar a ninguém.

(Emmanuel)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

"QUE BUSCAIS?" - Emmanuel


“Que buscais?”
– Jesus. (João, 1: 38)

Esta simples indagação do Senhor, aos dois discípulos que o seguiam, é dirigida presentemente a todos os lidadores do Espiritismo, diante da Boa Nova renascente no mundo.
Ao obreiro modesto da assistência fraternal, exprime a Voz Superior a reclamar-lhe os frutos na colheita do bem.
Ao colaborador da propaganda doutrinária, representa a interpelação incessante acerca da tarefa de resguardar a pureza dos postulados que consolam e instruem.
Ao orientador das assembléias de nossa fé, é a pergunta judiciosa, quanto à qualidade do esforço no cumprimento dos deveres que lhe competem.
Ao servidor da evangelização infantil, surge a interrogação do Divino Mestre qual brado de alerta relativamente ao rumo escolhido
para a sementeira de luz.
Ao portador da responsabilidade mediúnica, inquire Jesus pela aplicação dos talentos que lhe foram confiados.
Ao aprendiz incipiente da oficina espírita cristã constitui adequada sindicância quanto à sinceridade que traz consigo, alertando-o para os deveres justos.
A cada criatura que desperta em mais altos níveis da fé raciocinada, soa a interpelação do Senhor como sendo convite às obras em que se afirme a caridade real.
Assim, escuta no íntimo, em cada lance das próprias atividades, a austera palavra do Condutor Divino, convocando-te à coerência entre o ideal e o esforço, entre a promessa e a realização.
Analisa o que fazes.
Observa o que dizes.
Medita em torno de tuas aspirações mais ocultas.
Que resposta forneces à indagação do Senhor?
Quem segue o Cristo, vive-lhe o apostolado.
Serve, coopera e caminha avante, sem temor ou vacilação, lembrando-te de que o Verbo da Verdade incide sobre nós, cada dia, perguntando incessantemente:
– Que buscais?

Emmanuel





"LER KARDEC É SABER ESCOLHER"

ARMADILHAS DAS TREVAS - Heloisa Pires e Nena Galves

FÉ INABALÁVEL - Joanna de Ângelis


"Allan Kardec afirmou: Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.

Acreditar em Deus, na imortalidade do Espírito, na excelência dos postulados da reencarnação e permitir-se abater quando convidado á demonstração da capacidade de resistência, é lamentável queda na leviandade ou clara demonstração de que a fé não é real... Permitir-se depressão porque aconteceram fenômenos desagradáveis e até mesmo desestruturadores do comportamento, significa não somente debilidade emocional que apenas tem fortaleza quando não há luta, mas também total falta de confiança em Deus.

Quando a fé é raciocinada, estribada nas reflexões profundas em torno dos significados existenciais, tem capacidade para enfrentar os problemas e solucioná-los sem amargura nem conflito, para atender as situações penosas com tranquilidade, porque identifica em todas essas situações as oportunidades de crescimento interior para o encontro com a VERDADE.

O conhecimento do Espiritismo liberta a consciência da culpa, o indivíduo de qualquer temor, facultando-lhe uma existência risonha com esperança e realizações edificantes pelos atos. Não apenas enseja as perspectivas ditosas do porvir, mas sobretudo ajuda a trabalhar o momento em que se vive, preparando aquele que virá".


Autor: Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Franco.

Livro: Atitudes Renovadas



PROGRAMA "SAGRADO" - REDE GLOBO - O meio ambiente

quarta-feira, 16 de junho de 2010

VOCÊ SE CONTENTA COM O NECESSÁRIO?


A partir das definições do dicionário Aurélio:
“Ecologia: sf. Biol. Estudo das relações entre os seres vivos e o meio ambiente onde vivem, bem como de suas recíprocas influências. “
“Meio ambiente: SM. Conjunto dos fatores físicos, químicos e bióticos que agem sobre um ser vivo ou uma comunidade ecológica e podem determinar sua sobrevivência.”

O meio ambiente, como a definição nos apresenta, é um conceito muito mais amplo do que muitos da sociedade atual imagina ser. Tendo como base os estudos da doutrina Espírita e conhecimentos sobre preservação ambiental, entende-se que o desenvolvimento moral, que muitos valorizam, está além de uma simples reciclagem de lixo, mas sim um equilíbrio homem-natureza.
“A Terra produzia sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as necessidades, é que ele a emprega no supérfluo o que poderia ser empregado no necessário.” (O Livro dos Espíritos, capitulo V, Lei da Conservação).
Na atualidade, o homem se preocupa demasiadamente com bens materiais, querendo sempre sofisticá-los e elevar seus custos. Esse conceito deve ser revisto, não só pela questão materialista, mas também pela questão ambiental, pois toda a matéria-prima, para a criação desses bens materiais, é retirada do meio ambiente.
Precisa-se refletir sobre o que é necessário e o que é supérfluo para as nossas vidas. Desde o surgimento do capitalismo, o lucro tornou-se prioridade no mundo, pouco se preocupando com o meio ambiente e as conseqüências que isso pode gerar. Nessa obsessão para obter lucro, o desperdício da matéria fundamental para a sobrevivência do homem aumentou significativamente.
Porém, dos conceitos ditos acima grande parte da população já está ciente, sendo a mídia grande responsável pela divulgação dos problemas ambientais. Contudo a visão espírita sobre esse assunto é bem mais profunda e complexa do que muito imaginam. Certos problemas ambientais são causa da destruição necessária, ou seja, natural, ocorrem com o objetivo de renovação ambiental, sem a interferência consciente e direta do homem. Já a destruição abusiva, com a participação consciente e direta do homem, gera a maior parte dos problemas ambientais enfrentados por todos os seres vivos que habitam a Terra.
Assim como os sentidos humanos, como a visão e a audição, o meio ambiente é uma das ferramentas mais completas que o homem tem a sua disposição para alavancar sua evolução. Porém, o livre arbítrio é de fundamental importância para o bom uso deste meio, respeitando as leis Divinas.
Os espíritas, carregando o fardo do conhecimento, carregam também uma maior responsabilidade para com a evolução do planeta. Os espíritas que mantém uma posição comodista diante dos problemas ambientais, presos a idéia de que todos os problemas se resolverão por conta própria, como um ‘destino pré-determinado’, estão retardando o processo evolucional coletivo, adiando a passagem da Terra de mundo de ‘’Provas e Espiações’’ para mundo de “Regeneração”. Contudo, apenas o conhecimento não basta, sendo necessária a aplicação da teoria na prática.
Os espíritas costumam dizer que a verdadeira vida é a espiritual, e que a reencarnação é temporária, mas isso não justifica o desleixo e o comodismo com relação às provas terrenas. Baseando-se na Lei Natural que rege todas as ações, deve-se criar uma consciência de que o equilíbrio é fundamental, tanto no mundo material quanto espiritual. O planeta é, sim, uma estadia temporária, mas não significa que deve ser desprezado, até porque também está em evolução, tornando os seres vivos construtores dessa transição.
O planeta Terra sempre nos oferecerá o necessário para a sobrevivência, onde a reflexão das Leis Morais é necessária para a capacitação da humanidade para a melhor utilização dos recursos oferecidos por Deus, com o objetivo de auxiliar a evolução espiritual individual e coletiva, atuais e futuras.


Mocidade Espírita André Luiz
Anna Flávia S. Souza.
Giovanna Faria.
William Tadashi Aoki.

terça-feira, 15 de junho de 2010

PROVA DA REENCARNAÇÃO

Reencarnação:

A Doutrina Espírita não endossa a teoria da Metempsicose (a volta do espírito num corpo animal) nem a da Ressurreição da carne. O que o Espiritismo prega é a Reencarnação, ou seja: o espírito, sendo imortal, não se desfaz com o corpo físico, continua a viver com seu próprio corpo espiritual (perispírito) e pode voltar a se religar à matéria, formando um novo corpo, para viver outra existência na Terra. É uma ressurreição, um ressurgimento do espírito na carne, mas não a ressurreição da carne. Como pode um espírito ressuscitar (ressurgir), por exemplo, num corpo carbonizado, que foi comido pelos peixes ou mesmo após a decomposição natural? É cientificamente impossível.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Jornal "O Espírita" de junho - páginas 1 e 2


Jornal "O Espírita" de junho - páginas 3 e 4


Jornal "O Espírita" de junho - páginas 5 e 6


Jornal "O Espírita" de junho - páginas 7 e 8


CAP.IX - BEM-AVENTURADOS OS MANSOS E PACÍFICOS


Jesus pede que nós sejamos fraternos tanto fora como dentro de casa.
Há pessoas que são boas com os amigos, mas quando chegam em casa, vivem brigando com os familiares.
Tem pessoa que, quando fica nervosa, fica violenta. Agem como crianças birrentas que quando são contrariadas dá chute nos móveis, se joga no chão, joga objeto que está nas mãos, avança para bater, etc.
Jesus pede que tenhamos paciência quando somos contrariados. Ver as coisas com serenidade. A obediência também é uma virtude. Sem esquecer que palavras agressivas também são formas de violência.
As pessoas que vem ao mundo para fazerem só o que querem, não progridem. Todos temos direitos e deveres a cumprir.
As crianças tem direitos como: de brincar, de cantar, de receber carinho dos pais, etc. Mas tem deveres como: ajudar a manter a casa limpa e em ordem, de ir à escola, de obedecer quando é hora de parar de brincar para almoçar, jantar ou para dormir, de não exigir o que os pais não podem dar, etc.
O adulto também tem seus direitos, por isso devem respeitar o direito dos outros. Todos os lugares que vivemos, existem regras: no lar, na escola, no trabalho, na rua, e no plano espiritual. Portanto, devemos obedecer regras, sem revolta, sem agressão física ou verbal. Nosso direito acaba quando começa o direito do outro. Por exemplo: Se eu gosto de certo tipo de música, eu tenho o direito de ouvir, mas devo respeitar o direito do vizinho de não gostar e de não querer ouvir. Por isso, podemos ouvir nossa música, numa altura que não incomode os outros. Um outro exemplo: quando não queremos um lixo em nossa casa, jogamos num terreno baldio longe de casa. Este lixo vai juntar bichos indesejáveis que irão incomodar as pessoas que moram perto ou ao lado do terreno. Será que, se o terreno fosse ao lado de nossa casa, nós gostaríamos que os outros jogassem lixo nele?
Por isso, lembremos o que Jesus recomendou: “Para fazermos aos outros o que queremos que os outros nos façam.”
As pessoas sofrem muito porque não sabem amar.
As pessoas que tem amor no coração são mais felizes aqui, como do outro lado da vida. Se não tem, sofrem tanto aqui como depois que morrem (desencarnam). Por isso, é preciso ensinar nossas crianças a pensar e agir com bondade e paciência para que mais tarde sejam adultos mansos e pacíficos.
O mundo vai acabar?
Jesus, no Sermão do Monte, disse que só (herdarão) reencarnarão na Terra, os mansos e pacíficos, isto é, os que não praticam violências. Os violentos que estiverem atrapalhando a evolução do planeta Terra, após a desencarnação, não encarnarão mais na Terra, encarnarão em planetas inferiores.
Nosso planeta é um mundo de Provas e Expiações, e ele está evoluindo. Assim que evoluir, ele deixará de ser um mundo de Provas e Expiações para se transformar num mundo de Regeneração, ou seja, o que vai acabar é o mundo de maldade para nascer um mundo melhor. Mas, a evolução do nosso planeta depende de nossa evolução. Quando pedimos paz no mundo, nós não podemos esperar que ela caia do céu. Vemos muitas pessoas pedindo paz, mas no trânsito, na fila de banco, na família, no emprego, na casa religiosa, etc., são coléricas, irritadas. A paz só existirá em nosso planeta, quando nós aprendermos a ser pacíficos. A paz não vem de fora para dentro, mas sim de dentro para fora. E o exercício para a conquista da paz começa dentro do lar. Como diz o refrão da música de Nando Cordel: "A paz do mundo, começa em mim."

DIVALDO FRANCO NO PROGRAMA DE ANA MARIA BRAGA

domingo, 13 de junho de 2010

O ESPÍRITO DA COPA 2014



O logo produzido pelos designers da Fifa para a Copa do Mundo de 2014, a ser disputada aqui no Brasil, mostra pessoas, animais etc com as mãos cobrindo o rosto. Logo, logo alguém lembrou que parecia com a imagem de Chico Xavier psicografando. Pior é que parece mesmo. Marcondes Brito

terça-feira, 8 de junho de 2010

SÍNTESE DO SEMINÁRIO - EDUARDO VALÉRIO

Síntese do Seminário apresentado por Eduardo Valério em 8-5-2010 pela USE intermunicipal de Taubaté.

Tema “O Centro Espírita – Escola do Espírito.

Após definição inicial do Centro Espírita como um espaço para construção de almas, escola do espírito, que propicia a reforma íntima e a evolução espiritual, o tema foi desenvolvido em 5 módulos:

1- O relacionamento do trabalhador da Casa Espírita consigo mesmo.


Nosso projeto de evolução é pessoal, intransferível, através do esforço constante e em todos os lugares, buscando o conhecimento das leis maiores, universais, a depuração de sentimentos e emoções e a prática da caridade.
Só estudo e trabalho, sem amor, não enriquecem ninguém.
Para isso é necessário desenvolver o auto-amor, o auto-conhecimento e o amor ao próximo e à natureza. O lema do servidor deve ser: servir e passar.
Os esforços pessoais: o trabalho é com o próximo, mas a construção é individual e solitária. Enfrentar os sentimentos e estados mentais que impedem o crescimento: a arrogância, a presunção, o autoritarismo, o perfeccionismo e o melindre.
É tempo de valorizar menos a “folha de serviços” e o “tempo de casa”.
Nunca esperar reconhecimento, gratidão, elogios, vantagens, privilégios ou vantagens pelo que faz.
Os compromissos assumidos são obrigações e não passa-tempos.
Lembrar-se de que o trabalhador precisa mais da Doutrina do que ela dele.

2- O relacionamento com outros trabalhadores.

Relacionamento é construção diária e depende da vontade e dos esforços de cada um, na decisão de construir relacionamentos fraternos e respeitosos.
Alguns cuidados nossos com o próximo: tolerância e paciência com os erros alheios, sem omissões perante falhas, mas a firmeza com fraternidade, respeitando o próximo como ele é.
Necessário se faz desenvolver relações de afeto, generosidade, cortesia e amizade. A cultura do abraço faz muito bem ao grupo.
O conflito é conosco mesmos e quem é sereno e equilibrado consigo mesmo tende a conviver de forma mais sadia.
Nos espaços e na organização da Casa manter um ambiente alegre e fraterno.
Evitar o rigor institucional, a rigidez de horários (“o homem para o sábado”), dar mais valor às pessoas e ao convívio. O próximo está acima da Casa.
O regime é de parceria e não de hierarquia e comando.

3- Atenção com os freqüentadores (“clientela”) do Centro.

O grande desafio dos Centros: como receber pessoas?
- O objetivo do centro espírita:
1º - Evangelização de almas, emancipação dos seres e não conversão ao Espiritismo.
2º - Projeto de educação para a eternidade: o educando é levado a assumir a gestão de si mesmo e do mundo.

Ensinar Doutrina Espírita é meio, não é fim.:
- Antes consolar (com o conhecimento da Lei) , depois estimular a análise íntima: conscientização e promoção e não doutrinação e contenção.
- Evitar o excesso de normas e falta de habilidade: orientações rígidas e burocráticas, sem humanismo para quem precisa de afeto.
- A busca da felicidade pela auto-transformação, a proposta espírita de conhecer a lei de causa e efeitos.
- A sensibilidade não exclui a qualificação para o trabalho. Buscar a atuação sem improvisos ou aventuras conforme vocação.
- Promover cursos e treinamentos: a busca da excelência nos serviços prestados.
- Atendimento fraterno: a mais importante porta da Casa Espírita.
- Exposições doutrinárias com conteúdo sempre espírita e uso de modernas técnicas de comunicação social.
- Terapia dos passes, com conhecimento científico e amor.
- Prática mediúnica com técnica e compromisso.
- Serviço assistencial espírita, sob nova assistência social brasileira, que sempre foi a do Espiritismo: focada na educação integral e na evangelização do assistido.

4- Diálogo e Debates.


- Um novo modelo funcional e pedagógico para a Casa Espírita: formação de massa crítica.
- Em todas as reuniões e atividades, diálogo franco, estimulante e não necessariamente conclusivo. (Nunca fechar questão sobre assuntos polêmicos)
- Busca da sabedoria e não apenas conhecimento.
- O exercício do diálogo; educar-se; aprender a discordar fraternalmente, aprender a falar somente quando for oportuno.
- Aprender a aceitar quando nos discordarem, sem melindres e sem ressentimentos.
- O culto ao pluralismo, sem exclusão e sem a cruel diferença pelo diferentes.
- Os dirigentes deixam de ser catedráticos e tornam-se orientadores.

5 – Maior Intercâmbio Mediúnico.


- Espiritismo com espíritos: base e origem da Doutrina Espírita. Sem eles apenas um conjunto de ensinos morais e filosóficos.
- A democracia mediúnica como uma das maiores contribuições de Kardec.
- A prática mediúnica disciplinada e controlada é uma conquista do Movimento Espírita, mas sem regulações excessivas.
- A necessidade de estudo e de disciplina.
- Garantir e permitir em certas ocasiões, a alegre e espontânea de familiares, amigos, companheiros, num clima de diversidade, originalidade, criatividade , manifestação de sentimentos e emoções, singularidade de experiência, tudo em favor da casa e dos trabalhadores.
- Há jovens espíritas que só sabem de espíritos pelos livros.
- Há muito ainda que se conhecer do Plano espiritual.

Enfim, o Centro espírita deve ser uma escola para educação do espírito imortal.
- Deve estar organizado para permitir ao homem conhecer o sentido da vida.
- Deve se converter em núcleo de amor a Deus, ao próximo e a si mesmo.

O conteúdo do Seminário de Eduardo Valério deixa-nos um importante material para reflexão e oxalá desperte nos dirigentes está busca da melhoria contínua nas atividades dos Centros Espíritas. Há sempre uma maneira melhor de fazer qualquer trabalho. Basta que não nos acomodemos e deixemos de supervalorizar o “tempo de casa” e a “folha de serviços”.

COPA DO MUNDO



Vai começar a Copa do Mundo. Todos ficam ligados à televisão, acompanhando com entusiasmo e nervosismo, os jogos de nossa seleção.
A Copa do Mundo é uma festa, que se repete de quatro em quatro anos.
O Brasil tem se destacado como grande campeão, e é entre todos os países que participam da competição o maior vencedor.
Antes do advento da televisão, vibrávamos com as narrações dos grandes locutores de rádio do passado, que entusiasmavam a população com transmissões cheias de patriotismo e de patriotadas. Como resultado, para nós o Brasil era o melhor time, o maior, imbatível como os super heróis do gibi. Na realidade, houve
uma época de grande superioridade de nosso futebol, e o Brasil conseguiu vencer.


Copa por cinco vezes. Essas conquistas ocasionaram um êxodo de nossos craques para o exterior, atraídos por fabulosos salários que os clubes europeus lhes ofereciam.
Hoje a televisão a cores e de alta definição chega em nossos lares com tal clareza e nitidez e os lances não oferecem margem de interpretações dos narradores. Todos podem conferir as jogadas duvidosas tantas vezes quantas forem necessárias. A evolução do futebol em todo o mundo fez com que nos dias atuais haja mais equilíbrio
entre os diversos países, e as grandes equipes encontram rivais à altura em todos os continentes. Ficou muito mais difícil para os favoritos superarem os rivais, e isso veio certamente trazer mais emoção aos telespectadores que acompanham os jogos.
No Brasil, de norte a sul, as pessoas confiam sempre na seleção, e é costume ornamentar ruas e casas com as cores de nossa equipe. Muita gente cultiva o amor às suas cores com tal fanatismo que não se dá valor aos adversários, e se culpa juizes ou
A má sorte em caso de derrota.
É muito bom torcer para a seleção brasileira, mas é preciso entender que tudo não passa apenas de um jogo de futebol. Ganhar ou perder não vai fazer o nosso país melhor ou pior.
Vencer nos dá muita alegria e faz o povo feliz, e perder para a maioria da população é um verdadeiro desastre.
Vamos acompanhar as transmissões, torcer bastante, mas não passemos do limite, aceitando também a superioridade dos adversários, quando elas existirem.
Como seres humanos, todos temos altos e baixos, e a glória das conquistas não deve fazer com que não se respeite o outro, de nacionalidade diferente da nossa.

Ary Beasil Marques - Fortaleza, 06-06-2010.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

EROTISMO - mensagem de Joanna de Ângelis


Numa cultura dedicada quase que exclusivamente ao erotismo é natural que o hedonismo predomine nas mentes e nos corações.
Como decorrência das calamidades produzidas pelas guerras contínuas de devastação com as suas armas inteligentes e destruição em massa, o desespero substituiu a confiança que havia entre as criaturas, dando lugar ao desvario de todo porte que ora toma conta da sociedade.
Sem dúvidas, tem havido um grande desenvolvimento cientifico-tecnológico, dantes jamais sonhado, no entanto, não acompanhado pelos valores ético-morais, cada dia mais negligenciados e desrespeitados pelos indivíduos assim como pelas nações.
A globalização, que se anunciava em trombetas, como solução para os magnos problemas socioeconômicos do mundo, experimenta a grande crise, filha espúria da falência moral de muitos homens e mulheres situados na condição de executivos supremos, que regiam as finanças e os recursos de todos, naufragados por falta de dignidade, ora expungindo em cárceres os seus desmandos, deixando porém centenas de instituições de variado porte na falência irrecuperável.
Como efeito, o sexo tornou-se o novo deus da cultura moderna, exaltado em toda parte e elemento de destaque em todas as situações.
Enquanto enxameiam as tragédias, os crimes seriais como o suicídio imediato dos seus autores, os multiplicadores de opinião utilizam-se da mídia alucinada para a saturação das mentes com as notícias perversas, que estimulam psicopatas à prática de hediondez que não lhes havia alcançado a mente.
Pessoas ditas famosas, na arte, no cinema, na televisão, exibem, sem pudor, as suas chagas morais, narrando os abortos que praticaram, a autorização para a eutanásia em seres queridos que lhes obstaculizavam o gozo juvenil, a multiplicação de parceiros sexuais, os adultérios por vingança ou simplesmente por vulgaridade, os preços a que se entregam, as perversões que os caracterizam, vilipendiando os sentimentos daqueles que os veem ou leem estarrecidos uns, com inveja outros, em lamentável comércio de degradação.
Jovens, masculinos e femininos, exibem-se no circo dos prazeres, na condição de escravos burlescos em revistas de sexo explícito ou em filmes de baixa qualidade, tornando-se ídolos da pornografia e da sensualidade doentia.
A pedofilia alcança patamares dantes nunca imaginados, graças à Internet que lhe abre portas ao infinito, quando pais insensatos vendem os filhinhos para o vil comércio do sexo infanto-juvenil, despedaçando-lhes a meninice que vai cruelmente assassinada.
Por outro lado, a prostituição de menores é cada vez maior, porque o cansaço dos viciados exige carnes novas para os apetites selvagens que os consomem.
E, porque vivem sempre entediados e sem estímulos novos, o alcoolismo, o tabagismo, a drogadição constituem o novo passo no rumo da violência, da depressão, do autocídio.
Vive-se, neste momento, a tirania do sexo em exaltação.
As dolorosas lições do passado, de religiosos que não se souberam comportar, desrespeitando os votos formulados, que desmoralizaram as propostas doutrinárias das crenças que abraçavam, o disfarce, a hipocrisia, ocultando as condutas reprocháveis, geraram tal animosidade às formulações espiritualistas, com as exceções compreensíveis, que os jovens não suportam, sequer, referências aos valores do Espírito imortal.
Somente há interesse pelos esportes, particularmente por aqueles de natureza física, no culto apaixonado pela beleza e pela estética de que se tornam escravos por livre opção.
Num período, porém, em que uma boneca serve de modelo, ao invés de haver copiado um ser humano, exigindo que cirurgias corretoras modifiquem a aparência de algumas mulheres, a fim de ficarem com as medidas do brinquedo erótico, é quase normal que haja um verdadeiro ultraje no que diz respeito aos valores reais da vida.
A desconsideração de muitos governantes em relação ao povo que estorcega na miséria, faz que as favelas e os morros vomitem os seus revoltados habitantes para as periódicas ondas de arrastão que estarrecem.
Sucede que o bem não indo ao seu encontro, tem que enfrentar o mal que prolifera e que desce do lugar em que se homizia buscando solução, mantendo comportamentos selvagens.
As cidades, grandes e pequenas, tornam-se praças de guerras não declaradas, porque as necessidades dos sofredores não são atendidas e alguns poderosos que governam, locupletam-se com os valores que deveriam ser destinados à educação, à saúde, ao trabalho, ao recreio dos cidadãos...
É compreensível que aumentem as estatísticas das enfermidades dilaceradoras como o câncer, a tuberculose, as cardiovasculares, a AIDS, outras sexualmente transmissíveis, as infecções hospitalares, dentre diversas, acompanhadas pelos transtornos psicológicos e psiquiátricos que demonstram o atraso em que ainda permanecem as conquistas na área da saúde, embora as suas indescritíveis realizações.

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O ser humano estertora...
Em razão da falta de orientação sexual, nestes dias de disparates, a gravidez entre meninas desprevenidas aumenta de forma chocante, como fruto de experiências estimuladas pela vulgaridade, sem qualquer preparo para a maternidade, jogando nas ruas diariamente crescente número de abandonados...
Faltam programas de orientação moral, porque o momento é de prazer e de gozo, condenando a maioria dos incautos ao desespero e à ilusão.
Ainda se prolongará o reinado erótico por algum tempo, até o momento quando as Divinas Leis convidem os responsáveis pelo abuso ao comedimento, à reparação, encaminhando-os para mundos inferiores, onde se encontrarão sob a situação de acerbas aflições, recordando o paraíso que perderam, mas que podem alcançá-lo novamente após as lutas redentoras.
Especialmente nesta hora chegou à Terra o Espiritismo, a fim de convidar as criaturas desnorteadas a encontrar o rumo nos deveres éticos, restaurando a paz e a alegria real nos corações, sem a música mentirosa das sereias mitológicas...
Restaurando a palavra de Jesus, propõe uma revisão ética dos postulados do Cristianismo também ultrajado, a fim de que se revivam os comportamentos de Jesus e dos Seus primeiros discípulos, dando lugar à lídima fraternidade, à iluminação de consciências, ao serviço da caridade.
Mantém-te vigilante, a fim de que não te iludas nem enganes a ninguém, contribuindo com a tua parte, por mais modesta que seja, de modo a fazer instalar-se a era do amor pela qual todos anelam.


Joanna de Ângelis.
Mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco


domingo, 6 de junho de 2010

ONDE HOUVER ÓDIO, QUE EU LEVE O AMOR


Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Incrível é o poder que tem o antiamor, essa hidra a que chamamos ódio.
Começando por desnutrir e desmantelar o cerne do seu portador, segue, mundo afora, espargindo seus miasmas e se multiplicando no seio de muitas vidas, tornando amarga a vivência.
O indivíduo odiento, relativamente aos que o rodeiam, é alguém que se acha encharcado pelo mesmo ódio que destila.
É alguém que odeia a si mesmo, e que, por isso adoece.
Assim, se desejamos erradicar o ódio do mundo, o primeiro lugar onde devemos tratá-lo, atendê-lo, é dentro de nós mesmos.
Todas as ações odientas que vemos gritando pelo mundo, fazendo vítimas, causando dor e revolta, têm seu início no íntimo enfermo do ser humano.
É o auto-ódio que precisa ser tratado.
O ódio contra si mesmo é a maior tragédia da mente humana.
O perfeccionismo exagerado, que penaliza seu portador, quando não alcança os resultados almejados, é manifestação de auto-ódio.
Os insucessos devem ser estímulo para acertar numa próxima vez e nunca razão de autoflagelo ou decepção profunda consigo mesmo.
Quem se odeia avança para o fim sem cerimônia, seja o fim da saúde, da alegria, do sossego ou o fim da família, dos amigos, da vida, ao cabo de tudo.
Adere aos vícios de difícil erradicação, justificando não poder abandoná-los, escusando-se de fazer mínimos esforços para isso.
O ser que se detesta, imprime em tudo o que faz o selo da negatividade, complicando o que poderia ser simples.
Assim, é preciso parar tudo e cultivar o seu oposto: o autoamor.
Quando Francisco de Assis apresenta a proposta do Onde houver ódio, que eu leve o amor, ele não se refere apenas ao ódio de fora, exterior.
Sabia muito bem, quando se colocou como instrumento da paz que os maiores inimigos do homem estão em sua intimidade.
Desta forma, amar a si mesmo é salvar o mundo.
O amor a si mesmo faz com que desejemos aprender para sermos úteis; faz com que trabalhemos para progredir.
O amor a si mesmo está no perdão concedido, que evita que carreguemos os dejetos prejudiciais da mágoa, do rancor, no coração.
O amor a si mesmo está em preservarmo-nos dos vícios, dos excessos.
Está em cuidar do corpo, sem exageros, e cuidar também da alma, dos pensamentos; do que lemos, assistimos, conversamos.
O amor a si mesmo está longe de ser esta paixão doentia, representada muito bem pela figura mítica de Narciso, que o impediu de pensar em qualquer outra coisa além de sua própria imagem.
É um amor maduro, que faz com que saibamos quem somos, que conheçamos nosso potencial, nosso valor; que saibamos de nossas imperfeições, mas que não nos deixemos assustar ou paralisar por elas; que nos demos novas chances, com alegria, tendo sempre em mente que nosso destino, como Espíritos imortais, será sempre a felicidade.

Redação do Momento Espírita.

sábado, 5 de junho de 2010

ECOLOGIA E ESPIRITISMO


O PLANO ESPIRITUAL BUSCA ALERTAR OS HOMENS SOBRE A NECESSIDADE DE SE CONSERVAR A NATUREZA, POR SER IMPORTANTE À EVOLUÇÃO NA TERRA.

“Com que objetivo Deus deu a todos os seres vivos o instinto de conservação?
R: Porque todos devem cumprir os desígnios (planos) da Providência; é por isso que Deus deu o instinto de conservação. Além disso, a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres que tem instintivamente esse sentimento, sem se darem conta disso.” (O Livro dos Espíritos - questão 703)
Analisando a resposta dada pelos Espíritos a Kardec, notamos que o plano espiritual tem tentado nos esclarecer sobre a importância da evolução dos seres que habitam nosso planeta. Dentro desta temática, podemos considerar de grande importância uma atual conscientização ecológica na humanidade e, porque não dizer, no meio espírita.Segundo dados da S.O.S. Mata Atlântica, quando os primeiros colonizadores chegaram ao Brasil, a Mata Atlântica cobria cerca de 1,29 milhões de km², aproximadamente 15% do país. Hoje, esse número é de apenas 8% de sua área original. Entre as causas estão as queimadas, que devastam boa parte do meio ambiente brasileiro e mundial. Só nos últimos anos, os estados de Roraima, Mato Grosso do Sul e Pará foram atingidos de forma extremamente violenta, com prejuízos incalculáveis para a fauna e a flora.
Nos oceanos planetários ainda reina a matança de baleias, golfinhos e tubarões. No Brasil, o comércio clandestino de animais chega à barbaridade de contrabandear aves dentro de tubos de PVC, sendo que, de dez contrabandeados, apenas um chega vivo ao seu destino. O buraco da camada de ozônio alcançou nos últimos anos o tamanho da Antártida.
Segundo os espíritos responsáveis pela codificação, a conservação é necessária para a evolução dos seres e essa evolução deve ser efetuada através de uma parceria entre os seres habitantes deste planeta. Nos é dito que a essência criada por Deus evolui por todos os reinos, desde o mineral, passando pelo vegetal e animal, individualizando-se no homem. Ora, dentro deste processo de evolução, não podemos esquecer de nossos irmãos menores, pois, cedo ou tarde, eles também se tornarão indivíduos. Não podemos esquecer que, sem a existência destes seres, não haveria vida orgânica na Terra.
Há uma necessidade de uma conscientização ecológica mais intensa nas nossas casas, escolas, centros espíritas e demais religiões. Precisamos ver a matéria não com apego, como um doce que queremos degustar o mais rápido possível, mas sim como um local de aprendizado. Mais que uma casa, uma verdadeira mãe designada pelo Pai para nos acolher enquanto aprendemos as lições necessárias para a evolução.Passamos por um período crítico de expurgo planetário. Muitos estão percebendo esse momento dentro de seus corações e, sem explicação, sentem-se amedrontados. Como buscar paz, harmonia e serenidade quando não conseguimos ao menos cuidar da nossa própria morada?
Como buscarmos comunicação com os espíritos de luz se esquecemos dos nossos irmãos menores?
Por isso, quando estiver dentro do carro ou do ônibus e for degustar a bala que tira do bolso, lembre-se de não jogar o papel na rua, pois poderá ficar sem o doce chamado planeta Terra. (Ricardo Viana – Revista Cristã de Espiritismo)

Obs.: Amar a Deus é amar cuidando, respeitando, preservando, conservando tudo o que ele criou, e isto corresponde ao próximo, a fauna, a flora e a nós mesmos.

RAUL TEIXEIRA FALA SOBRE CASAMENTO ENTRE HOMOSSEXUAIS E ADOÇÃO POR PARTE DELES



Como você vê a oficialização do casamento entre homossexuais e a adoção de filhos por parte deles?


José Raul Teixeira - Consideramos que qualquer oficialização que se estabelece no mundo corresponde à formalização de situações que já existem, ou que precisam ser normatizadas para evitar distorções nos julgamentos de diversificadas situações, em respeito ao conceito formal de justiça. Assim, se se fala de oficialização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo é que essas pessoas já estão se unindo sem qualquer formalização, deparando-se, a partir disso, com problemas cujas soluções exigem um pronunciamento da lei que regulamenta a vida de um povo ou de uma sociedade.
Independentemente do nome que se deseje dar a essas uniões, a realidade é que tais uniões existem. Seus parceiros podem conviver pouco ou muito tempo juntos; podem fazer aquisições de variada índole em nome da dupla ou durante o período em que estão juntos os indivíduos. Como ficará, perante a sociedade organizada, a situação de um e de outro parceiro? Em caso de falecimento de um deles, há ou não há direitos a pensões e outros benefícios, após uma vida passada em comum? Todos os quadros com os quais nos defrontamos e que tomam corpo na sociedade precisam ser estudados e disciplinados pela legislação. Não há como fazer vistas grossas e fazer de conta que tal coisa não existe. Logo, não há como fugirmos dessa oficialização em nome de qualquer tradição ou preconceito, uma vez que os fatos aí estão afrontando os tempos e exigindo um posicionamento oficial das autoridades, pois não há lei que possa impedir de fato que duas pessoas do mesmo sexo tenham vida em comum, que se entendam, que se cuidem ou que se amem.

No que respeita à adoção de filhos, estamos diante de uma questão de bom senso. O que será melhor para uma criança: viver nas ruas, ao abandono, sujeito a todos os perigos que inundam as ruas ─ ou em instituições que, por mais respeitáveis que sejam, não conseguem se converter num lar para nenhuma criança abandonada ─ ou ser amparada pela generosidade e pelo carinho de duas pessoas do mesmo sexo e que vivem juntas? O Espírito Camilo sempre me ensinou que o amor, em si mesmo, não tem sexo e que é muito valorosa a atitude de quem quer que seja que se decida a adotar uma criança. Somente a hipocrisia ou a indiferença para com a criança órfã ou abandonada pode criar impedimentos para tal adoção.


sexta-feira, 4 de junho de 2010

RAUL TEIXEIRA FALA SOBRE EUTANÁSIA E ORTOTANÁSIA




José Ricardo Teixeira - O mais importante na esfera da ortotanásia será sempre o uso do bom-senso, pois uma coisa é deixar o indivíduo morrer naturalmente, quando se veja que sua vitalidade vai baixando de nível como uma chama que se apaga. Outra situação, porém, será ver alguém sofrendo e cruelmente não lhe aplicar qualquer sedativo ou medicamento, deixando que morra em meio ao desespero ou à dor intensa. Nem a eutanásia nem a ortotanásia, quando fuja ao bom-senso e se aproxime da crueldade. Que os conhecimentos médicos vigentes possam ajudar os que se acham à beira da desencarnação, facilitando-lhe um tranqüilo retorno ao Invisível sem comprometimento negativo de médicos, enfermagem ou familiares.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

RAUL TEIXEIRA FALA SOBRE CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA


Como você vê o nível da criminalidade e da violência que parece aumentar em todo o país e no mundo, e como os espíritas podemos cooperar para que essa situação seja revertida?

José Raul Teixeira - Nada obstante as informações dos Imortais de que estão renascendo no planeta muitos Espíritos ainda inferiorizados, no que se relaciona às suas condições morais, não deveremos perder de vista a proeminência da educação como bem frisou Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos. Faz-se necessária uma educação moral capaz de bem formar os caracteres dos indivíduos.
Como espíritas, torna-se fundamental a observância dos cuidados com a auto-educação (a partir dos esforços pelo autoconhecimento), a fim de que nos capacitemos para orientar e educar os próprios filhos que são vítimas, muitas vezes, da incúria ou do desmazelo dos seus pais que estão mais preocupados com o sucesso social dos filhos do que com a sua felicidade.
A educação, contudo, é um processo que terá êxito em longo prazo, visto que corresponde a uma modificação gradual de mentalidade e à adoção e fixação de novos valores por parte das criaturas. Há, no entanto, providências que podem ser tomadas por quem de direito, no sentido de diminuir a gravidade dos quadros de violência vigentes atualmente no mundo, e isso tem a ver com a legitimidade, maturidade e respeitabilidade moral das autoridades constituídas e que estão à frente das sociedades, assim como tem relação com a necessidade de imputar-se responsabilidades aos cidadãos e fazer com que aqueles que cometem desatinos sejam levados aos trabalhos de quitação perante suas vítimas, sejam indivíduos ou grandes grupos sociais. Enquanto persistir, em nome de escusos interesses e criminosos desinteresses, o clima de impunidade, como se nada estivesse acontecendo, pela falta de coragem de pôr-se o guizo no pescoço do gato, é certo que a situação tanto do Brasil quanto do restante do mundo não sofrerá significativas alterações.

O que é o CEI? - NESTOR MASOTTI

terça-feira, 1 de junho de 2010

ENTREVISTA COM CARLOS BACCELLI

CAP. VIII - "BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO"


Jesus disse: “Vinde a mim os pequeninos” porque queria que as pessoas fossem como as crianças, pela pureza e confiança com que se entregam a Ele. Que perdoassemos como as crianças, que ficam “de mal” agora e, daqui a duas horas, estão “de bem”. Não guardam ódio ou rancor e, por mais que as pessoas tenham muitos defeitos, as crianças sempre conseguem enxergar o lado bom delas. Porque Jesus ensinou que a pessoa que pensa mal, é como se tivesse feito o mal.
Ele ensinou também que a verdadeira higiene é a da alma.
É importante: lavar as mãos, tomar banho, escovar os dentes, etc., para a saúde do corpo físico.
Mas, é importante também: não falar palavrões, não ser agressivo, não falar mal dos amigos, provocar confusões, não responder com agressividade, respeitar e cuidar dos mais velhos, dos animais, da Natureza, enfim, tudo e todos que Deus criou, para que a alma seja saudável.
Quando nossa alma está saudável, nosso corpo físico também estará saudável.

Jesus ensinou que o mais importante é a aparência da alma e não a aparência do corpo. Não adianta estarmos bem vestidos, perfumados, cheio de jóias, se somos malvados.
Explicou que quando fizermos nossas preces, nosso coração deve estar puro, ou seja, limpo de mágoas, ódios, raivas, etc. Jesus contou a seguinte história:
Um Fariseu foi fazer preces no Templo de Jerusalém, e na hora de fazer seu pedido à Deus, elogiou-se muito, dizendo que merecia o que pedia, porque era bom. Tudo isso em voz alta.
O Publicano, humildemente, fez sua prece dizendo-se ainda muito necessitado de fazer o bem.
Jesus quis mostrar que a prece ouvida por Deus é a do mais humilde e não a do orgulhoso.

(Texto para evangelização infantil)