segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

PADRE COLOCA VÍDEO DA GLOBELEZA NO TELÃO DA IGREJA

Foto: PADRE COLOCA VÍDEO DA GLOBELEZA NO TELÃO DA IGREJA 

Um padre colocou um vídeo nos telões da Igreja, a Globeleza dançando semi nua toda pintada e o vídeo durou uns 15 segundos. O povo da Igreja ficou todo escandalizado, então o padre perguntou: 
- “Alguém se incomodou com esse vídeo aqui na casa de Deus ?” 

É claro que o povo se incomodou, mas não falaram nada, então ele disse: 
- “Aqui na casa de Deus não é lugar de passar essas coisas, mais na casa de vocês isso passa o dia todo e vocês não fazem nada! Será que a casa de vocês não é também a casa de DEUS? Hipócritas, são os que se escandalizam quando falam dos erros que ocorrem na casa dos outros, na igreja do outro, na vida do outro, na religião do outro... e se esquece dos erros que comete em sua própria casa.” 

Pra pensar sobre isso: 

“Abençoa Senhor a minha família, que minha casa seja o Teu Santuário!”

Um padre colocou um vídeo nos telões da Igreja, a Globeleza dançando semi nua toda pintada e o vídeo durou uns 15 segundos. O povo da Igreja ficou todo escandalizado, então o padre perguntou: 
- “Alguém se incomodou com esse vídeo aqui na casa de Deus ?”
É claro que o povo se incomodou, mas não falaram nada, então ele disse: 
- “Aqui na casa de Deus não é lugar de passar essas coisas, mas na casa de vocês isso passa o dia todo e vocês não fazem nada! Será que a casa de vocês não é também a casa de DEUS? Hipócritas, são os que se escandalizam quando falam dos erros que ocorrem na casa dos outros, na igreja do outro, na vida do outro, na religião do outro... e se esquece dos erros que comete em sua própria casa.”



TEMOS 3 OBSERVAÇÕES:



1- Ele quis dizer que nos escandalizamos com o erro na casa e vida alheia, sem nos dar conta que há erro em nossa casa e em nossa vida.
2 - E há outra observação: devemos nos comportarmos no lar como nos comportamos na igreja ou qualquer templo religioso. Por que a imoralidade não é aceita dentro da igreja e em nosso lar é? Afinal, Deus está em todos os lugares.
3 - OBSERVAÇÃO DE RICHARD SIMONETTI: A samaritana perguntou à Jesus no poço da Samaria:
- Senhor, vejo que és profeta. Dize-me, então: nossos pais adoraram Deus neste monte (Garizin) e vós outros dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorá-Lo...
Este momento, é dos mais importantes no Evangelho. Porque o Mestre lança os fundamentos da verdadeira adoração dizendo:
- . . . Mulher, crede-me. Virá a hora em que não será nem neste monte, nem em Jerusalém que adorareis o Pai. Deus é espírito e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram.


Em nosso relacionamento com Deus, julgamos que haveremos de encontrá-lo nos templos religiosos. Mas, se Deus é espírito, Ele está em todos os lugares, dentro e fora dos templos. E agradá-Lo, não é freqüentar templos religiosos, em dias e horas certas, ou então, utilizando práticas exteriores, e esquecer o fundamental, que é o combate às nossas imperfeições, no esforço de renovação íntima que marca a verdadeira religiosidade. Temos que ser verdadeiros (diante dos ensinamentos evangélicos) em todos os lugares, dentro e fora dos templos, no lar, no trabalho, na rua, no trânsito, etc . . . Nos templos buscamos o entendimento e o fortalecimento para enfrentarmos os problemas, as dores, as aflições que apareçam em nossas vidas. Para isso é preciso procurar Deus “em espírito e verdade.








quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

PRETO VELHO NA VISÃO ESPÍRITA

Foto: PRETO VELHO NA VISÃO ESPÍRITA

1- Pretos velhos, índios e caboclos são realmente como se
apresentam?

Therezinha Oliveira - Uma vez desencarnado, o espírito não mais pertence a qualquer das raças humanas terrenas. Não tendo mais corpo físico, o espírito não é amarelo nem negro ou branco. O espírito poderá apresentar em seu perispírito (corpo espiritual) características de alguma raça, se ainda se sentir assim, ou assim se mentalizar.

2 - Devemos acolhê-los ou não em nossas reuniões mediúnicas?

Therezinha Oliveira - Devemos acolher fraternalmente, sem qualquer intolerância ou preconceito, todos os espíritos manifestantes, porque é com a permissão de lei divinas que eles vêm às nossas reuniões. Analisemos, porém, sua natureza e o conteúdo de suas comunicações, como devemos fazer com qualquer espírito que entre nós se manifeste. Pois, esses espíritos, para se comunicarem mediunicamente, não precisariam usar de um linguajar estranho aos médiuns e aos participantes da reunião.

3 - Se o espírito diz que se apresenta assim, porque essa encarnação lhe foi muito grata por lhe haver permitido adquirir virtudes, especialmente a "humildade" (por não se rebelar nem odiar ante o domínio injusto que sofreu), e o deseja exemplificar?

Therezinha Oliveira - Dizer que entendemos o seu propósito mas que a humildade não consiste em aparências exteriores nem em atitudes servis; ser humilde é não se considerar melhor ou mais merecedor que os outros, não se colocar jamais acima de ninguém.

4 - Se o espírito finge essa aparência e linguajar com o objetivo de nos iludir e perturbar?

Therezinha Oliveira - Advertir, alertar para a responsabilidade pelos seus atos; se não atender, usar de firmeza para que se afaste, rogando, se necessário, o amparo dos dirigentes espirituais.

"Caríssimos, não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas, que se levantaram no mundo." (João, Epístola I, cap. IV: 1).

Do livro: Reuniões Mediúnicas
De: Therezinha Oliveira.

OBSERVAÇÃO: Nós espíritas pensamos o seguinte: Espíritos que pedem charuto, bebidas alcoólicas, comida, sangue de um irmão inferior (animal) ou mesmo humano, que participam de trabalhos de vingança ou outra maldade qualquer, precisam de esclarecimento cristão. Eles ainda estão apegados à coisas materiais e sentimentos inferiores. Seria incoerente falarmos de Jesus e nos propor fazer maldade seja lá a quem for. Como podemos pedir ajuda a quem precisa de ajuda? Se Espíritos resolvessem problemas, Chico Xavier, que foi muito mais merecedor que muitos de nós, não teria sofrido com doenças e problemas. Já que vivia em contato direto com eles. Então, sigamos o conselho do apóstolo Paulo:"Não creiais em todos os espíritos, mas examinai se eles são de Deus." (João 4:1).

1- Pretos velhos, índios e caboclos são realmente como se
apresentam?

Therezinha Oliveira - Uma vez desencarnado, o espírito não mais pertence a qualquer das raças humanas terrenas. Não tendo mais corpo físico, o espírito não é amarelo nem negro ou branco. O espírito poderá apresentar em seu perispírito (corpo espiritual) características de alguma raça, se ainda se sentir assim, ou assim se mentalizar.

2 - Devemos acolhê-los ou não em nossas reuniões mediúnicas?

Therezinha Oliveira - Devemos acolher fraternalmente, sem qualquer intolerância ou preconceito, todos os espíritos manifestantes, porque é com a permissão de lei divinas que eles vêm às nossas reuniões. Analisemos, porém, sua natureza e o conteúdo de suas comunicações, como devemos fazer com qualquer espírito que entre nós se manifeste. Pois, esses espíritos, para se comunicarem mediunicamente, não precisariam usar de um linguajar estranho aos médiuns e aos participantes da reunião.

3 - Se o espírito diz que se apresenta assim, porque essa encarnação lhe foi muito grata por lhe haver permitido adquirir virtudes, especialmente a "humildade" (por não se rebelar nem odiar ante o domínio injusto que sofreu), e o deseja exemplificar?

Therezinha Oliveira - Dizer que entendemos o seu propósito mas que a humildade não consiste em aparências exteriores nem em atitudes servis; ser humilde é não se considerar melhor ou mais merecedor que os outros, não se colocar jamais acima de ninguém.

4 - Se o espírito finge essa aparência e linguajar com o objetivo de nos iludir e perturbar?

Therezinha Oliveira - Advertir, alertar para a responsabilidade pelos seus atos; se não atender, usar de firmeza para que se afaste, rogando, se necessário, o amparo dos dirigentes espirituais.


Do livro: Reuniões Mediúnicas
De: Therezinha Oliveira.


OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Nós espíritas pensamos o seguinte: Espíritos que pedem charuto, bebidas alcoólicas, comida, sangue de um irmão inferior (animal) ou mesmo humano, que participam de trabalhos de vingança ou outra maldade qualquer, precisam de esclarecimento cristão. Eles ainda estão apegados à coisas materiais e sentimentos inferiores. Seria incoerente falarmos de Jesus e nos propor fazer maldade seja lá a quem for. Como podemos pedir ajuda a quem precisa de ajuda? Se Espíritos resolvessem problemas, Chico Xavier, que foi muito mais merecedor que muitos de nós, não teria sofrido com doenças e problemas. Já que vivia em contato direto com eles. Então, sigamos o conselho do apóstolo Paulo:"Não creiais em todos os espíritos, mas examinai se eles são de Deus." (João 4:1).




quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

COMUNICAÇÃO DE TIO NILSON



Meus irmãos:

Sou eu que volta sob a proteção da Divina Misericórdia.

A vida triunfa sobre a morte, e, há 40 dias desde o momento final no corpo, o amor incondicional do Pai prossegue socorrendo-me de modo que neste momento eu possa dizer com o coração túmido de saudade mas com o Espírito exultante: estou vivo!
Tenho orado com fervor aguardando este momento de reencontro para agradecer a Deus a felicidade incomparável da longa existência aureolada de bênçãos que reconheço não merecer.
Nossa Benfeitora trouxe-me hoje, às vésperas do encerramento do ano, para agradecer tudo quanto recebi durante a existência e, particularmente, nos dois últimos anos de impedimento e de limitação.
De alma ajoelhada agradeço o devotamento, o respeito, o carinho de que fui objeto, mais especialmente a vigília dos filhos, de Gerulina, das cuidadoras e a paciência dos irmãos da Casa Grande, que não se enfastiaram com o meu demorado processo de libertação.
Agradeço as homenagens que me foram oferecidas, as condolências, as lembranças, todo este colar de bondosas referências que não condizem com a minha existência humilde, sempre em plano secundário, de trabalhador braçal que sempre me considerei...
Desejo registrar as emoções profundas, falar das alegrias incontáveis do reencontro com os seres queridos, alguns dos quais de saudosas recordações.
Agradeço a todos que não me atrevo a nomear, que usaram de misericórdia para com o velho amigo causador de problemas... Que me perdoem os erros que não pude superar, as imperfeições que não consegui corrigir e a pequenez que não pude transformar em grandeza moral.
Comovo-me com as saudades daqueles que me amam e suplico que sejam felizes.
Suplico a Deus que transforme nossa Casa de amor num santuário de misericórdia, porque tudo passa mas o amor permanece.
Ninguém nunca se arrependerá por ter agido com misericórdia, compaixão e amor.
Que o nosso ninho de esperança permaneça como o lar dos que não têm abrigo, a estância, última que seja, para o repouso, na certeza de que, aqui entre nós de ambos os lados, Jesus estará de braços abertos dizendo com suavidade: Vem, meu filho, este lar é teu!
Perdoem-me as emoções. É a primeira experiência. Embora preparando-me para este momento, a mente desatrela o corcel das lembranças, das saudades, da gratidão...
Eu suplico que as preces continuem envolvendo-me para que eu possa corresponder às expectativas dos corações que me amam.
Paz e misericórdia, gratidão profunda e súplica em favor de todos os que sofrem.
O velho companheiro agradecido,

Nilson




(Mensagem psicofônica pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica do Centro Espírita Caminho da Redenção, na noite de 30 de dezembro de 2013, em Salvador, Bahia.)




sábado, 21 de dezembro de 2013

UM ALERTA ÀS MÃES SOBRE MENSAGENS PSICOGRAFADAS


Por Eliana Haddad

Analisando mensagens foi o tema da palestra realizada por Nena Galves, no Centro Espírita União, em São Paulo, em abril último, em homenagem ao médium e  amigo Chico Xavier.  
Nena  comentou sobre a mensagem maior que não deve passar despercebida  pelos que assistem ao filme As mães de Chico Xavier, lançado em todo o país, no último 1º. de abril, encerrando as comemorações do centenário de nascimento do médium mineiro. “Não me cabe a análise técnica da obra, mas alertar sobre a grandiosidade da vida espiritual, que está sendo mostrada nas entrelinhas da história, alinhavada pela dor sofrida por duas famílias que perdem seus filhos e por uma jovem prestes a realizar um aborto”.
Lembrou-se da situação de fragilidade que vivem as pessoas que perdem seus parentes e amigos, principalmente as mães. “É inimaginável a dor de uma mãe que perde um filho”, disse,  destacando a responsabilidade dos médiuns que são procurados em busca de algum alento, de alguma mensagem, de alguma notícia dos que se foram. “São situações profundamente dolorosas, que não há palavras para consolá-las; dá vontade de abraçar, de tirar o sofrimento com as mãos”, afirmou, citando momentos comoventes  de amor  que presenciou na Casa da Prece, em Uberaba, MG, quando Chico parava tudo o que estava fazendo para ouvir,  orientar e consolar tantas mães desesperadas, desiludidas com as perdas.
Nena fez questão de enfatizar, também, que Chico, como espírita, tinha uma conduta bastante marcante no trabalho consolador. “Ele sabia que a finalidade principal do espiritismo era educar através da explicação e prática do Evangelho de Jesus. Sua atitude perante aos necessitados de consolação não se resumia apenas em receber ou mandar recados. Ele praticava a ética cristã na sua maior profundidade -- primeiro atendia, orientava, educava pais e filhos, de forma a evitar conflitos e tragédias familiares. Sabia que o esclarecimento poderia transformar os corações, nas situações presentes e futuras. Uma vez consolidada a crise, a perda, o problema, aí sim, Chico consolava, sem julgamento, sem gerar culpas, mas de forma a levar serenidade aos corações sofridos”. 
Em sua palestra, Nena resumiu as três histórias vivenciadas no filme As Mães de Chico de Chico Xavier – uma  mãe que perde um filho ainda criança; outra, que perde o filho para as drogas e o suicídio, e outra, jovem, que vive os conflitos de uma gravidez inesperada. “Para compreender histórias assim, é preciso, muito mais que as mensagens, refletir sobre o que a filosofia espírita esclarece sobre esses verdadeiros dramas. Como uma mãe pode escolher a morte prematura de um filho? Por que a sedução do caminho das drogas nos jovens? Por que os casais se entregam sexualmente sem se conhecerem?”, perguntou, lembrando que, no caso do filme, as três mulheres envolvidas convivem em ambientes de muitos conflitos, por falta da  educação espiritual e compreensão da vida, entre idas e vindas.
Segundo ela, é preciso compreender “além do fenômeno” como enalteceu Kardec na codificação espírita. Por isso, sua análise sobre o filme foi absolutamente doutrinária. Mas foi além, ao abordar as causas de todos aqueles sofrimentos. Falou sobre a sobrevivência da alma e a fé na vida futura, que levam à libertação dos que se foram e dos que ficaram, através e uma forma perene de consolo: a transformação  de todos pela educação moral do espírito, numa conquista da paz e da compreensão verdadeiras.
Destacou a  cena do filme em que Chico pergunta à mãe que perdeu o filho de cinco anos, depois de uma queda de bicicleta, num passeio  com a babá – ‘Você já agradeceu a sua babá?  Ela só foi um instrumento. Seu filho já estava doente... como você se sentiria se ele tivesse caido de seus próprios braços?’. Para Nena,  essa foi a cena mais impactante do filme por mostrar o que é a vida espiritual, onde cada qual tem seus desafios, seus acertos e desacertos, esquecidos na vida atual,  e que perante a misericórdia da lei divina, as reencarnações  são oportunidades valiosas que funcionam como verdadeiros aprendizados para os devidos reajustes. “É claro que havia ali um compromisso coletivo – da mãe, do pai, do menino e da babá”, comentou, lembrando que Chico, médium extraordinário, “vendo fora do tempo e do espaço” certamente ao encontrar a mãe reconheceu toda a trajetória espiritual do grupo familiar, dando-lhe, assim, o consolo através de palavras de carinho e apoio fraterno, oferecendo-lhe a orientação que educa e edifica para sempre.
“O que queremos mesmo é que o espírito venha e diga que está bem e, de preferência, que  ainda agradeça pelo o que fizemos por ele, mas nem sempre isso é possível, pois nem todos estão em condições de se submeter às comunicações e alguns são trazidos  até mesmo acompanhados de mentores, que os orientam e podem até mesmo censurá-los nas palavras para que o bem seja maior”, explicou.
Disse, também, que essas  mulheres que perdem seus filhos já os escolheram, ao se comprometem com a maternidade, devendo-se portanto prestar  sempre muita atenção no teor das mensagens recebidas, para saber se o médium realmente está sendo fiel a detalhes, que identifiquem o desencarnado. “Chico  não falava de  fatos gerais, eram mensagem particulares, trazendo coisas que ninguém sabia, nomes de parentes, detalhes de conversas e até revelações da própria desencarnação”, lembrou Nena Galves.
Ela comentou que, para acolher uma mãe desesperada, um médium pode querer consolá-la através de uma mensagem em nome da caridade. “É necessário cuidado com a vulgarização dessas comunicações, cujo conteúdo as pessoas devem  criteriosamente analisar com a lógica e o bom senso que a razão exige. Citou também Yvonne Pereira, lembrando que a médium ao ser procurada para psicografias definia-se como médium conselheira e procedia a orientação verbal, afinal todos podemos consolar através da palavra e atitudes de amor. Ela enfatizou o valor da psicografia como manifestação mediúnica. “Claro que a psicografia existe; se a negássemos, estaríamos desmentindo a Codificação; o que não podemos é vulgarizá-la”, observou.
Alertou, entretanto, para o fato de que “mensagens gerais, ao encontrarem uma mãe fragilizada, por exemplo, ao invés de libertá-la, podem escravizá-la pela dependência de recados e mais recados, numa busca incessante para saber sempre mais e mais sobre os entes queridos, quando deveriam ser orientadas para a prática do bem, o verdadeiro bônus que todos os filhos aguardam em forma de luz:  um alento que os liberte  também da saudades e do apego terreno,  para também seguirem em paz os seus caminhos”.





segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

MÉTODOS NÃO ESPÍRITA


MUITOS MÉDIUNS ESTÃO AUXILIANDO PESSOAS, APESAR DE COBRAR, DE UTILIZAR LÂMPADAS, ETC. ISSO É PRÁTICA ESPÍRITA? Muitos métodos fazem os doentes saírem física e mentalmente recuperados. Deus não beneficia só os espíritas ou os frequentadores da casa espírita. Cabe a nós, espíritas, respeitarmos as mais diversas modalidades e formas de cura. São meios que, muitas vezes, minimizam o sofrimento alheio. Mas, pedimos respeito pela doutrina dos espíritos que ensina que não devemos cobrar nada e nem utilizar amuletos, talismãs ou coisa parecida. E mediunidade não é propriedade dos espíritas. A pessoa pode ser médium sem ser espírita. 
SE É BOM, POR QUE O ESPIRITISMO NÃO ADOTA TAL MÉTODO? Porque o passe espírita também é bom e para ser bom aprendemos que não precisa de recursos materiais. Os espíritas precisam ajudar a renovação das idéias religiosas e não conseguirão isso, se ocultar o que já conhecem e se cederem sempre aos atuais costumes ou novidades. Além do que, o espírita tem o dever de não ficar preso às fórmulas religiosas que nada mais lhe significam como: maca, lâmpadas coloridas, etc., que fazem função de amuletos. Divaldo numa entrevista dada ao Correio Espírita disse: “deve-se evitar, quanto possível, a exposição de lâmpadas coloridas, no pressuposto de realizar-se ação cromoterapêutica.” Vejamos o que disse José Herculano Pires, no mesmo livro acima citado: “Todas essas tolices decorrem essencialmente do apego humano às formas de atividades materiais. O passista consciente, conhecedor da doutrina e suficientemente humilde compreende que ele pouco sabe a respeito dos fluidos espirituais, e o que pensa saber é simples pretensão orgulhosa, limite-se à função mediúnica de intermediário. Muitas vezes os Espíritos recomendam que não façam movimentos com as mãos e os braços para não atrapalhar os passes.” No livro Opinião Espírita, cap. 25, André Luiz diz: "Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo."


OBSERVAÇÃO: Queremos esclarecer, que não somos contra métodos, técnicas, rituais, etc., adotados por outras seitas, religiões, terapias holísticas ou alternativas. A Doutrina nunca diz ser “contra” alguma coisa, no máximo “não é favorável”. Ela nunca diz “não pode”, no máximo diz “não deve”. Pregamos o livre arbítrio, portanto, temos obrigação de exercê-lo. Mas, não é por respeitarmos que as adotaremos. Não queremos impor aquilo que acreditamos a ninguém, mas não queremos que nos imponham o que não aceitamos. Não gostaríamos de ver implantado na Casa Espírita o que não pertence a ela. Mas aquele que acredita ser certo o que pratica, não deve se melindrar com opinião contrária, “a cada um segundo sua consciência”. Portanto, gostaríamos que todos compreendessem que não escrevemos para criticar, ofender, brigar, até porque este não é o intuito da Doutrina Espírita. Escrever textos espíritas e omitir o que o “Espiritismo” prega para não desagradar este ou aquele, seria covardia da nossa parte e falta de caridade com o Espiritismo. Apenas utilizamos este meio de comunicação para tirarmos dúvidas e divulgarmos a Doutrina dos Espíritos como ela é aos espíritas, não-espíritas, simpatizantes e até não-simpatizantes. “A maior caridade que podemos fazer ao Espiritismo é sua divulgação”, disse Emmanuel. Portanto, a pratiquemos com respeito e responsabilidade.

Rudymara

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

QUEM SÃO OS ESPIRITEIROS? - Richard Simonetti




Espiriteiro é uma palavra nova que não se encontra no dicionário. Ela define as pessoas que se ligam ao Centro Espírita, mas são desligadas das finalidades do Espiritismo. Espiriteiro é o “papa passes”, que comparece às reuniões apenas para receber sua “hóstia”depuradora, representada pela transfusão magnética.
Frequentador assíduo de “consultórios do Além”,grupos mediúnicos que se formam apenas para receber favores espirituais, não consegue compreender que o Espiritismo não é mero salva-vidas para acidentes existenciais nascidos de sua própria invigilância.
Refratário a qualquer compromisso que imponha disciplinas de horário e assiduidade, alega absoluta falta de tempo, sem atentar a um princípio elementar tempo é uma questão de preferência.
Kardec fala dos espiriteiros, em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, no capítulo XVII:
“(...) Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que a moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar Os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções (...)”
A intenção de transferir para um futuro remoto nossas realizações espirituais é algo um tanto irracional, porque o contato com a verdade implica em compromisso com ela. Com o conhecimento espírita, não haverá justificativa para a omissão. Partindo da afirmativa evangélica de que muito será pedido ao que muito recebe, concluímos que nós, espíritas, estaremos sempre em débito com a Doutrina, porquanto o empenho de uma vida será pouco, ante a gloriosa visão de realidade espiritual que ela desdobra aos nossos olhos. 
Companheiros que se manifestam (após a desencarnação) nos Centros Espíritas a que estiveram vinculados, reportam-se a esse problema.
Não tiveram dificuldade em reconhecer sua nova condição, bafejados pelo conhecimento doutrinário.
Habilitam-se à proteção de benfeitores amorosos, ligados que estiveram a atividades no campo da fraternidade humana.
Reportam-se a indescritíveis emoções, no reencontro com familiares queridos.
Mas, com freqüência, revelam indefinível tristeza, por não terem aproveitado integralmente as oportunidades recebidas.
Guardam a nostalgia do ideal espírita não realizado.
Embora as conquistas alcançadas como espíritas, não conseguem furtar-se à penosa impressão de que estiveram mais para espiriteiros...