terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO


Jesus explicou a caridade contando a parábola do bom samaritano:

“Um dia, um representante da lei quis testar Jesus e perguntou-lhe:

- Jesus, o que deverei fazer para merecer entrar no reino dos céus?

Jesus respondeu:

- Amar a Deus de todo coração e de pensamento e ao próximo como a ti mesmo.

O homem voltou a perguntar:

- Mas quem é o meu próximo?

Jesus falou:

- Vou contar-lhe uma história e poderá entender quem é seu próximo: Um homem saiu de Jerusalém para ir a Jericó. Pegou uma estrada deserta. Ia tranqüilo, quando uns ladrões o atacaram. Roubaram tudo o que ele tinha: roupa, dinheiro e ainda espancaram o pobre coitado que desmaiou. Passou por ali um religioso, que era sacerdote, olhou, e passou reto, sem sentir piedade das dores daquele homem caído. Em seguida, outro homem passou por ali, que era levita, e trabalhava no Templo religioso, e fez a mesma coisa, embora tivesse conhecimento das Leis de Deus. Depois, passou por ali um samaritano (habitante, da cidade de Samaria, que os judeus consideravam como inimigo). Este homem que era mal visto por todos, por ser samaritano, quando viu aquele homem, caído todo machucado e desmaiado, desceu rapidamente do animal que cavalgava. Não quis saber se aquele homem era rico ou não, se era judeu inimigo ou não. Tratou das feridas e o colocou no lombo do burrico, levando-o a uma hospedaria. Passou a noite toda cuidando do pobre homem. Quando amanheceu o dia, seguiu seu caminho, mas antes deu algum dinheiro ao dono da hospedaria para continuar tratando daquele pobre homem e disse:

- Eu vou, mas voltarei, e se gastar mais, na volta pagarei.

Então, Jesus perguntou:

- Qual dos três cuidou do homem ferido? Quem teve piedade, demonstrando amor ao próximo?

O homem respondeu:

- Aquele que cuidou do ferido, o samaritano, pois usou de misericórdia.

Jesus concluiu:

- Vá e faça o mesmo. Cuide dos que precisam de ajuda, console os aflitos, assim poderá ganhar o Reino dos Céus.

Conclusão: O próximo, é qualquer pessoa que esteja em nosso caminho; é qualquer alma necessitada de auxílio; é aquele que tem fome, que tem sede, que está desamparado, que está sofrendo na prisão ou no leito de dor . . . Nós devemos ser sempre como o Bom Samaritano. Devemos estar sempre pronto para socorrer quem sofre, sem perguntar nada ao necessitado. Sem querer saber se o pobre, se o doente, se o orfãozinho necessitado é espírita ou católico, protestante ou judeu, se sua raça é branca ou negra. Devemos afastar de nosso coração os preconceitos.

PARÁBOLA DO SEMEADOR


Jesus contou a parábola do semeador:

“Um semeador, como fazia todos os dias, saiu de casa e se dirigiu ao seu campo para nele semear os grãos de trigo que possuía. Enquanto lançava as sementes ao campo, algumas caíram no caminho, e os passarinhos comeram. O semeador continuou semeando, e as sementes caíram num lugar cheio de pedras e pouca terra, onde a raiz não se aprofundou, por isso, as sementes cresceram mas morreram logo. Outros grãos caíram num pedaço do campo onde havia muitos espinheiros. Lá o trigo também cresceu, mas foi sufocado pelos espinhos e morreu. Uma última parte das sementes caiu numa terra boa e preparada, longe dos pedregulhos e dos espinheiros. Aí o trigo ali semeado deu uma colheita farta. Cada grão produziu outros cem, outros sessenta ou outros trinta . . .

Conclusão: Jesus é o Divino Semeador. A semente é a Sua Palavra de bondade e sabedoria. E os diversos terrenos são nossos corações. Portanto, Jesus lança a Palavra, ou seja, Seus ensinamentos em nossos corações. E cada um de nós aproveita a Palavra de uma maneira.

Rodolfo Calligaris explica: Conforme a, sua má ou boa vontade na aceitação da palavra de Deus, e a maneira como procedem após tê-la ouvido, os homens podem ser classificados como "beira de caminho", "pedregal", "espinheiro" ou "terra boa”.

A primeira classificação refere-se aos indiferentes, isto é, aos indivíduos ainda imaturos, não preparados para tal semeadura, indivíduos que se expressam mais pelo estômago e pelo sexo e cujos corações se mostram insensíveis a qualquer apelo de ordem mais elevada.

A segunda diz respeito a. uma classe de pessoas de entusiasmo fácil, que, ao se lhes falar do Evangelho, aceitam-no prontamente, com júbilo; mas, não encontrando, dentro de si mesmas forças suficientes para vencerem o comodismo, os vícios arraigados, os maus desejos, etc., sentem-se incapazes de empreender a reforma de seus hábitos, a melhora de seus sentimentos, e, se acontece surgirem incompreensões e dificuldades por causa da doutrina, então esfriam de uma vez, voltando, rápido, a rotina de vida que levavam.

Os da terceira espécie são aqueles que, embora já tenham tido "notícias" dos ensinamentos evangélicos, e os admirem, e os louvem até, sentem-se, todavia, demasiadamente presos às coisas materiais, que consideram mais importantes que a formação de uma consciência espiritual. Os medos do futuro, a luta pela conquista de garantias pessoais, vantagens e luxuosidades, sufocam, no nascedouro, os sentimentos altruísticos ou qualquer movimento de alma que implique a renúncia aos seus queridos tesouros terrestres.

Os definidos por último personificam os adeptos sinceros, nos quais as lições do Mestre Divino encontram magníficas condições de receptividade. Abraçam o ideal cristão de corpo e alma, e se esforçam no sentido de pô-lo em prática. Embora sofram tropeços e fracassem algumas vezes, perseveram animosos, resultando de seu trabalho abençoados frutos de benemerência e de amor ao próximo.

"Quem tenha ouvidos de ouvir, ouça”.

sábado, 18 de dezembro de 2010

PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO - Cairbar Schutel


Um certo homem tinha dois filhos, que com ele moravam no seu lar.
Um dia, o mais moço pediu ao pai que lhe desse a parte da riqueza que lhe pertencia. Porque ele desejava correr mundo, viajar por outras terras, conhecer nova gente . . .
O pai então, repartiu com ambos os seus bens, dando a cada um a parte que lhes cabia, de sua fortuna.
Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todas as coisas que lhe pertenciam, partiu para um país distante, muito longe de sua terra natal.
Esse moço, mal chegou ao país estrangeiro, começou a gastar, sem cuidado, todo o dinheiro que possuía. Depois de gastar tudo, aconteceu uma grande fome naquele país, e ele começou a passar necessidades. O rapaz, então, buscou um homem para pedir-lhe ajuda. Este o mandou para seus campos para guardar porcos; ali o rapaz desejava fartar-se dos frutos que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Os porcos comiam melhor do que ele.
Diante de tanto sofrimento, o rapaz arrependeu-se sinceramente de sua ingratidão e de seus dias vividos no erro e no vício . . . Então pensou entre lágrimas:
- Quantos trabalhadores de meu pai tem pão com fartura e eu aqui, morrendo de fome! Vou levantar-me, e voltarei a casa de meu pai para dizer-lhe: “Pai, pequei contra o Céu; trata-me como um dos seus trabalhadores.”
E levantando-se foi a seu pai. Quando estava chegando, seu pai o viu e teve compaixão dele, e, correndo, o abraçou e o beijou. Disse-lhe o filho:
- Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
O pai bondoso, porém, disse aos servos para que preparassem uma festa, porque o filho que estava morto reviveu, e que estava perdido se achou.
O filho mais velho estava no campo, e quando soube da festa para o irmão, ficou indignado, e não queria entrar. O pai tentou conversar. Mas ele respondeu:
- Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem sua, e o senhor nunca me deu uma festa para eu me alegrar com meus amigos; daí chega este teu filho que gastou teus bens com meretrizes, e o senhor dá uma festa para ele.
Respondeu-lhe o pai:
- Filho, você sempre está comigo, e tudo que é meu é seu; entretanto, é justo que nos alegremos, porque este seu irmão era morto e reviveu, estava perdido e se achou.

(Lucas, XV, 11-32)


O pai desta estória é Deus.
Os filhos representam a Humanidade.
Uma parte é representado pelo filho obediente, mas invejoso, avarento e egoísta. Que fica com o pai, com os bens, mas também fica com as más paixões, como os sentimentos de inveja, avareza e egoísmo. Ele não teve compaixão do próprio irmão arrependido. Quando ele exaltou suas qualidades e se referiu com desdém ao irmão, nos faz lembrar do fariseu orando no templo exaltando seus méritos e menosprezando o publicano. Esta atitude é falta de caridade, ou seja, de amor ao próximo.
Uma outra parte é representado pelo filho desobediente e esbanjador (que quer curtir a vida e se esquece de Deus), e com isso esbanja os bens que o Pai lhe deu como: a inteligência, a saúde, o tempo, o saber, o dinheiro, etc. E, quando a dor, a fome, as tribulações aparecem, estes se arrependem e voltam-se para Deus, que é nosso Pai Compassivo e Eternamente Amigo. Cometendo ou não erros, devemos correr para Ele, na estrada da oração sincera, com o coração arrependido e disposto a nos esforçar para não errarmos mais. Ele nos ouvirá e virá ao nosso encontro, porque não há ninguém tão bom quanto Deus. Nem há quem nos ame tanto quanto Ele.
Mas, esta parábola mostra também que, as penas eternas do inferno, inventado pelos homens, não existem. As portas do Céu jamais se fecham, permanecendo abertas para os pecadores arrependidos.
Nesta parábola Jesus mostrou que Deus está sempre de braços abertos para receber seus filhos arrependidos, e dar a eles uma nova chance reencarnatória para que possam ressarcir seu erro.
Como poderia Deus pedir (para seus filhos cheios de falhas moral) para perdoar 70 x 7 vezes, ou seja, infinitamente, se Ele, o Pai perfeito e bondoso não perdoa? É incoerente.
Como vemos, não há sofrimentos eternos, não há dores nem castigos sem fim.
Mas, há felicidades indestrutíveis por todo o infinito, esplendores por toda a Criação, amor por toda a eternidade.
A lei de Deus é igual para todos: não poderia ser boa para o bom e má para o mau; porque tanto o que é bom quanto o que é mau estão sob as vistas do Supremo Criador, que faz do mau bom, e do bom melhor: pois tudo é criado para glorificar o seu imaculado nome.
Não há privilégios nem exclusões para Deus; para todos Ele faz nascer o seu Sol, para todos faz brilhar suas estrelas, para todos deu o dia e a noite; para todos faz descer a chuva.
O Pai “não quer a morte do filho mau e ingrato, mas sim que ele se converta, que abandone o mau caminho e viva.”
Ninguém se perde, pois não há culpas irreparáveis.
Não basta nos abstermos do mal, nem é suficiente que cultivemos uma fé inoperante para fazermos jus às alegrias do Céu. É necessário, é condição indispensável para isso, que tenhamos desenvolvido em nós o amor.

Do livro: Parábolas e Ensinos de Jesus
De: Cairbar Schutel




sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PARÁBOLA DA GRANDE CEIA - Cairbar Schutel



“Um homem deu uma grande ceia, e convidou a muitos; e à hora da ceia enviou o seu servo para dizer aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado. Começaram todos à uma a escusar-se. Comprei um campo, disse um, e preciso ir vê-la; rogo-te que me dês por escusado. Comprei cinco juntas de bois, disse outro, e vou experimentá-las; rogo-te que me dês por escusado. Casei-me, disse outro ainda, e por isso não posso ir. O servo voltou e contou isto ao seu senhor. Então, irado, o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijado, os cegos e os coxos. Disse o servo: Senhor, feito está o que ordenaste e ainda há lugar. Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que se encha a minha casa; porque vos declaro que nenhum daqueles
homens que foram convidados, provará a minha ceia”.
(Lucas, XIV, 16-24.)

O apego ao mundo e as coisas do mundo, priva o homem das bênçãos de Deus.
Certa vez, encontrando Jesus um moço de qualidade e rico, que observava todos os mandamentos, mas não observava o principal dos mandamentos que se constitui no desapego às coisas do mundo, disse: “É mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que um rico salvar-se.
O homem superior, o Espírito evoluído, jamais prefere os bens da Terra em detrimento dos bens do Céu, porque sabe que aqueles se extinguem e estes permanecem para sempre.
Não há campo, não há bois, não há casamento, capazes de desviar o homem de bem dos seus deveres espirituais.
Ele sabe atender com solicitude a todos os apelos do Alto, embora se arruinem os campos, fiquem os bois sem serem experimentados e se transfira o casamento.
O contrário se dá com o homem do mundo: preso aos negócios, às diversões, à ganância louca, esquecem-se de seus deveres para com Deus, de seus deveres para com seu próximo, de seus deveres para consigo mesmo, isto é, dos deveres espirituais que tem de realizar no mundo.
Nesta parábola Jesus faz alusão às suas próprias prédicas, que se constituem no banquete espiritual; a diversidade de ensinos sistematizando a bela e excelente Doutrina Cristã, são os “pratos” variados da grande mesa em que todos podem fartar-se, para não mais sentir aquela fome de saber.
Os convidados foram os grandes, os potentados, os afazendados, que se negaram a ouvir a Palavra do Reino de Deus, que não quiseram comparecer a esse banquete celestial.
São estes os excluídos das bênçãos do Céu, porque as recusaram, preferindo os deleites do mundo.
Os pobres, coxos, aleijados e cegos são os que não têm campos, não têm bois para experimentar, nem casamento para privá-lo do comparecimento à ceia. São os deserdados das mundanas glórias, das mundanas pompas, dos bens mundanos e os que consideram os chamados do Céu superiores aos chamados da Terra.
De fato, a Palavra de Jesus exclui todas as honras, etiquetas e preconceitos terrenos! Para nos chegarmos a Ele precisamos nos comparar a uma criança que não tem idéias preconcebidas, que não tem campos, bois, casamentos, porque a palavra de Jesus é superior a tudo e requer de nós o máximo respeito, a máxima consideração, o maior acatamento!
E essa palavra não passou! A mesa continua cheia de manjares de várias qualidades, capazes de satisfazer os mais exigentes paladares, assim como os grandes do mundo, os proprietários de
campos e de bois continuam recusando-se a comparecer a tão atencioso convite.
A Parábola é a figura do que acontecia na época do nascimento do Cristianismo, e é a figura do que acontece nos nossos tempos: os “graúdos” deste mundo não querem responder ao apelo que se lhes faz, por isso os pequenos e deserdados enchem a mesa, embora, como disse o servo encarregado do convite: “ainda há lugar para os que quiserem comparecer”.
O Cristianismo, em seu complemento espirita, realiza novamente esse chamado, e estamos certos de que todas as ovelhas que constituirão o único rebanho do Supremo Pastor ouvirão os incessantes chamados que lhes estão sendo feitos, e corresponderão, com solicitude e boa vontade, aos divinos convites que partem de todos os recantos do mundo.

(Do livro: Parábolas e Ensinos de Jesus)


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

PERDOAR - Joanna de Ângelis


Sim, deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz. Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor.

Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.
Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.

Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.

Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.
Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.

Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.

Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.
O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.

Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.
O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro.

Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.

Todo agressor sofre em si mesmo. É um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.

Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento. Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.

Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor.
O que te é Inusitado, nele é habitual.
Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!

A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente. Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.
O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.
A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdescendo tudo e logo multiplicando flores e grãos.
E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar, parece receber o perdão da paisagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.

Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por intercessão de Jesus?!

Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.

"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". Mateus: 18-22.
"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacifico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas". O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. X - Item 4.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Florações Evangélicas


terça-feira, 30 de novembro de 2010

A INFLUÊNCIA DA TV NO LAR - J. Raul Teixeira


Como você vê a influência da televisão no lar?

Raul – Na atualidade são poucas as emissoras e programações de televisão que apresentam material de boa qualidade educativa ou divertimentos saudáveis para quem os vê. Quando não é o noticiário tendencioso e escandaloso, é a violência que, como um vírus, penetra e adoece o organismo doméstico, acompanhado por algumas novelas que apresentam tanta “realidade”, que conseguem desequilibrar, transtornar os de mentalidade mais frágil. Urge adotemos uma postura analítica perante as programações.

O costume de dialogarem os esposos, pais e filhos, os irmãos entre si, discutindo esse ou aquele aspecto do que viram e ouviram, auxiliará, sobremaneira, a que se forme um critério seletivo, seja individual, seja da equipe familiar, quando se chegue a um consenso positivo.

Por outro lado, percebemos que os indivíduos que põem no ar a ganga intelectual em forma de programas e atrações, são os elementos das famílias perturbados em si mesmos, vaidosos ou de moralidade cediça, o que nos permite destacar a importância, ainda mais, da educação que a família pode oferecer.




domingo, 28 de novembro de 2010

JESUS NA CASA DE ZAQUEU


No "O Evangelho segundo o Espiritismo", cap. XVI, item 4, encontramos a narrativa de Lucas sobre a visita de Jesus na casa de Zaqueu. Poucos buscam saber quem foi ele. Por isso, perguntamos: QUEM FOI ZAQUEU? Zaqueu foi chefe dos cobradores de impostos, talvez um dos homens mais odiados na cidade. Ficou rico por cobrar abusivos impostos. Mas, quando ouviu falar de Jesus, e que Ele estaria por perto, sabia que precisava vê-lo.
Quando Jesus passou por perto de onde Zaqueu estava, Jesus fez "um convite" que se estende até hoje para nós:
- "Ceiarei hoje em sua casa".
E Zaqueu o recebeu com alegria. Aceitou a presença de Jesus, não apenas em sua casa, mas em sua vida. Ele entendeu que não adiantava ser rico de bens materiais e pobre de bens espirituais. Reconhecendo o erro comprometeu-se em dividir metade de seus bens com os pobres e devolver quadriplicado o que cobrou abusivamente do povo. Por isso, Jesus disse:
- "Eis que a salvação entrou nesta casa".
Aqui vemos uma conversão seguido de transformação.
Porque são muitos os que se convertem, mas poucos os que se transformam.
Muitos chegam à religião, submetem-se aos rituais, cultos, dogmas, etc, mas não se transformam, não buscam saber o que Deus ou Jesus esperam delas.
Geralmente, esperam favores Dele, sem esforçarem-se para merecerem.
Porque converter-se não é só a palavra, o conhecimento, converter-se é transformar a palavra, o conhecimento em ação.
Temos que aliar o conhecimento e o sermão ao exemplo.
Porque há muitas pessoas que, na aparência, mostram seguir Jesus, mas, de fato, não o seguem; ao passo que, muitos que parecem não o seguir, estão a caminho com Ele.
Hoje os templos, as igrejas, as casas religiosas estão repletas, mas poucos buscam uma mudança em seus hábitos. Poucos esforçam-se para passar pela porta estreita, porque para passar por essa porta, é preciso deixar para trás a bagagem má, e isso, exige esforço e sacrifício. Mesmo aprendendo a Doutrina do Cristo, o Ser continua maledicente, avaro, egoísta e orgulhoso, nunca tendo complacência de ninguém; diz-se cristão, mas no trabalho, em casa, no trânsito ou na rua é um verdadeiro fariseu hipócrita, que prega a moral e a perfeição, mas longe se encontra do dever.
Portanto, nos perguntemos:
- Se Jesus nos fizesse uma visita, o que Ele encontraria em nossa casa? O que faríamos para agradá-Lo? Ele encontraria tolerância, respeito, carinho, tranqüilidade, abnegação, renúncia, esforço, sacrifício, perdão, ou brigas, discórdia, violência, intolerância, egoísmo, desrespeito?
Que possamos servir o melhor, para que Ele possa dizer:
- Hoje a salvação entrou nesta casa.
Ou seja, os membros desta casa conseguiram se salvar, se libertar, se livrar, dos sentimentos e atitudes que não condizem com os pedidos do Evangelho.
Feliz Natal é o que deseja o GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC -

Postado por http://grupoallankardec.blogspot.com



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

RACISMO NA VISÃO ESPÍRITA


A Doutrina Espírita tem uma valiosa contribuição em favor da extinção dos preconceitos raciais, revelando que somos todos Espíritos em evolução, submetidos à experiência reencarnatória. E que podemos ressurgir na Terra como negros, brancos ou amarelos, em qualquer continente ou região, de conformidade com nossos compromissos e necessidades.

Não há porque cultivar discriminações, não só porque temos todos a mesma origem, que se perde na noite dos tempos, mas sobretudo porque a Lei Divina determinará implacavelmente que reencarnemos entre aqueles que discriminamos.
Há inúmeros relatos em obras mediúnicas, dando-nos notícias de fazendeiros que judiavam dos negros. Retornaram como escravos africanos.
Anti-semitas voltam como judeus para sentir na própria pele o que é esse preconceito.
Da mesma forma, judeus convictos de que pertencem a uma raça superior, escolhidos por Deus, ressurgem no seio dos povos que julgam inferiores.

Aprendemos com Jesus que o amor ao próximo eqüivale a amar a Deus.
Isso significa que é absolutamente impossível reverenciar o Criador discriminando suas criaturas.

(Richard Simonetti)


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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

VOCÊ CONHECE A "DOENÇA DO BEIJO"?


Uma das doenças transmitidas pelo beijo é a mononucleose, que recebeu como nome popular "doença do beijo". A Mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB) e, depois de um período de incubação de 30 a 45 dias, a pessoa pode permanecer com vírus para sempre no organismo. Mononocleose pode ser uma doença assintomática, ou apresentar sintomas que incluem: fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos gânglios, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço.

Vejam bem, não somos contra as relações de namoro que um jovem possa desenvolver com uma moça. Antes pelo contrário, acreditamos que relações afetivas entre um rapaz e sua namorada contribuem significativamente para o desenvolvimento de uma auto-estima saudável.
Não somos a favor da banalização das relações, das "ficações" e "pegações" que contribuem para o adoecimento da alma de nossos pré-adolescentes, não somos favorável do beijar por beijar!

Escrito por Renato Vargens

Postado pelo Grupo de estudo Allan Kardec http://mocidadeallankardec.blogspot.com


O JOVEM ESPÍRITA E A BALADA


Existe algum impedimento para um jovem espírita com relação ao carnaval e a sua presença em boates?

CARLOS BACCELLI: Não, a Doutrina, em nenhum caso, nos cerceia a liberdade de escolha em nossas preferências. Somos livres, mas devemos sê-lo com responsabilidade.
O moralismo exacerbado é tão prejudicial quanto a sua ausência naquilo que prescrevemos para os outros, mas não nos encontramos dispostos a vivenciar em nós mesmos.
Advertiu-nos o apóstolo Paulo: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém". O mal não está tanto na coisa em si; está em como nos conduzimos dentro dela . . .
O carnaval não seria o que é, se não fôssemos o que somos . . .
É natural a presença do jovem espírita em festas e boates; no entanto, ao adentrar uma casa de diversão, ele não pode deixar lá fora a sua condição religiosa, como se tal condição lhe fosse uma capa da qual ele pudesse despir-se à vontade.

Observação: Ser espírita é ser cristão dentro e fora do Centro Espírita.

Postado pelo Grupo de Estudo Allan Kardec http://mocidadeallankardec.blogspot.com




FICAR OU NAMORAR? - Raul Teixeira responde


Um costume muito comum entre os jovens é o de "ficar". Namoro por uma noite, por um fim de semana. Qual a postura do jovem espírita diante dessa situação?

A do auto-respeito. Quando nos respeitamos, aprendemos a respeitar os outros. O "ficar" da atualidade é como alguém que aluga uma roupa numa loja, veste no dia da festa e depois a devolve, sem nenhum compromisso com ela. O "ficar" é a expansão dos instintos, enquanto o amar é a elaboração da vida. Se se gosta de uma pessoa, não se quererá ficar com ela uma noite, mas, sim, a vida toda. Para "ficar" uma noite é como se se alugasse um ser humano para estar com ele, atendendo tão somente os impulsos, os desejos, e isso é prostituição. Por mais que envolvamos tal fato com nome bonito, com panos dourados, isso não passará de prostituição. Por mais que sejam filhos ou filhas de boas famílias, não passarão de prostituídos, nessa área. O ideal seria que se educassem os sentimentos para que se descobrisse de quem se gosta de verdade e se pudesse viver, de fato, com quem se ama.

Do livro: Ante o vigor do Espiritismo
Resposta de: J. Raul Teixeira
Postado pelo Grupo de Estudo Allan Kardec http://mocidadeallankardec.blogspot.com