sexta-feira, 17 de setembro de 2010

EDUCAÇÃO SEXUAL - J. Raul Teixeira



No mundo atual vemos aumentar o desequilíbrio no campo sexual. Até que ponto os pais têm influência na educação do sexo?

Raul – O sexo, representando uma das potências das quais se vale o Espírito, para progredir e cooperar com Deus na Obra universal, não encontrará equilíbrio, enquanto outras áreas do ser não forem bem trabalhadas pela educação superior. Jamais encontraremos sexualidade equilibrada em indivíduos egoístas, vaidosos, irascíveis, orgulhosos, violentos, mentirosos e usurpadores. Assim, no dizer do Espírito Joanna de Ângelis, a família deve educar seus filhos para Deus, para que, então, o todo se encaminhe para a faixa da harmonia.

A morigeração dos hábitos, o respeito à vida em todas as suas dimensões, o cuidado de si mesmo, a sinceridade de uma religião profunda, farão com que a família cresça conduzindo seus filhos para Deus, com suas energias de criação, de características sexuais, ajustadas ao respeito, à dignidade, ao bem geral.





sábado, 11 de setembro de 2010

11 DE SETEMBRO - 9 anos após o inesquecível ataque

O mundo assistiu perplexo, a mais violenta ação terrorista que ocasionou a morte de milhares de pessoas e o trauma de milhões.
Foi a aplicação da inteligência para o mal, para a destruição e para a vingança. Uma estratégia muito bem elaborada e perfeitamente organizada para a morte.
O mundo inteiro condenou! Os principais líderes de quase todos os países repudiaram a idéia. Até mesmo os líderes do chamado Taleban reprovaram o ato.
Todos nós reprovamos, ficamos indignados, sofremos e nos comovemos, todavia perguntemos a nós mesmos: “O que ficou disso? Que lição foi deixada por esse ato tão estúpido? Será que seremos os mesmos depois do que aconteceu? Vamos ter que ficar aqui esperando os Estados Unidos bombardear cidades Palestinas, destruindo outras milhares de vidas inocentes, como inocentes foram muitos dos que morreram em New York, acreditando que isso resolve o problema atendendo apenas ao mesquinho sentimento de vingança despertado pelo orgulho? Será que nós mesmos não temos uma parcela de culpa nisso tudo? Qual a contribuição que nós estamos dando para acabar com violência? Nós estamos fazendo alguma coisa para divulgar a “não violência”?
Continuamos a gostar de assistir aos mesmos filmes violentos através da televisão, em nosso próprio lar, ou nos cinemas – os quais lotados as salas de projeção para aumentar as bilheterias do terror e da destruição.
Perguntemos aos próprios produtores de cinema americano, que investem milhões de dólares em Hollywood: “O que é que eles querem, mostrando tantos filmes que refletem a destruição dessa mesma New York? O que é que está implantado intimamente em seus corações, quando investem milhões de dólares nos mais sofisticados efeitos que mostram o Empire States Building e as próprias torres do World Trade Center sendo explodidos e pedaços de pessoas expostos pelas ruas e avenidas novaiorquinas”?
Quando se referem a extraterrestres só o fazem vinculando-os como seres do mal, que invadem atacam e destroem o nosso planeta. Raramente, ou nunca, referem-se aos seres de outros planetas, como seres mais evoluídos moral e espiritualmente.
Por quê, o ser humano gosta tanto de difundir a desgraça?
O que foi que os terroristas fizeram ao explodir aqueles aviões, se não dar aos telespectadores exatamente aquilo que eles adoram ver?
Está na hora de deixarmos de enganar a nós mesmos!!!
Os desenhos animados que são produzidos pelo próprio americano, para o “laser” das nossas crianças, só contém violência, muita disputa de poder, muita briga, muita arma, muito míssil, muita explosão, muita guerra e destruição. Como é que vamos querer que as nossas crianças cresçam pacíficas se o que damos para elas é uma cultura da guerra e da destruição? Como é que vamos querer evitar a droga e a violência no adolescente e no futuro adulto, se fechamos os olhos para a realidade dos filmes e da TV oferecida para as nossas crianças? Quais são as fitas de vídeo mais alugadas nas locadoras? 75% são de violência, menos de 10% são comédias e mensagens pacíficas, o restante é de sexo, mas sexo com imoralidade, desajustes sexuais, histerismo, paixões, luxúria e pura exploração corporal.
Quem é que aluga essas fitas? Os terroristas que atacaram New York? Não!
Quem teve a experiência de passar no vestibular, para entrar numa faculdade qualquer, como foi que você mesmo comemorou a sua vitória no vestibular? Foi com amor, altivez, elegância e fraternidade ou foi com destruição dos cabelos e das roupas dos seus próprios colegas, em atitude altamente selvagem, agressiva, estúpidas, animalescas, ridículas e violentas? Que nível superior é esse que você esperava adquirir?
Não é exagero, isso também é violência, agressão, sadismo, mau gosto e terrorismo, o problema é que nós adoramos nos enganar. É aquela mania de achar que só é ladrão quem assalta um banco, quando na realidade é também ladrão aquele que rouba uma caneta, ou quem compra o produto roubado.
Quando vêem morrer um ente querido, vítima de um ato de violência, choram, fazem escândalos, xingam governo, polícia e se revoltam até com Deus.
Passam um tempo traumatizados, chocados, mas depois voltam a viver exatamente como viviam antes, assistindo e aplaudindo as mesmas violências que disse condenar. Que coerência é essa?
Aí está a tristeza. A destruição em New York foi lamentável e estamos todos chorando.
Mas será que o mundo vai mudar?
Infelizmente não!
E depois que passar esta forte emoção?
Hollywood continuará produzindo filmes sádicos, a industria bélica vai continuar a ser incentivada com altas verbas e milhões de dólares dos governos e você vai continuar a ver os mesmos filmes na televisão e no cinema, e as crianças continuarão assistindo as mesmas desgraças de desenhos.
Continuemos a somente chorar pelo trauma do terrorismo, a apenas lamentar pela covardia dos terroristas, a apenas fazer discursos comoventes sobre o que está acontecendo, continuemos a apenas verbalizar fórmulas de como os outros deveriam fazer para acabar com tudo isso.
E esperemos o que vai acontecer, depois que este desequilíbrio espiritual se transformar em loucura geral, culminando com a grande explosão nuclear que destruirá todo o nosso planeta e consequentemente com a vida humana.
Depois, nos encontraremos atormentados no mundo espiritual para questionarmos uns aos outros: “O que você fez para acabar a violência? Que contribuição você deu, com a sua omissão, em relação as propostas de não violência." (Alamar Régis)


OBSERVAÇÃO: Mas a vingança repercute até hoje já que um pastor americano ameaçou queimar o livro sagrado dos muçulmanos (Alcorão). Este pastor condena o ato violento com violência porque não aprendeu o ensinamento do livro sagrado dos cristãos (Bíblia) que pede para: "amarmos os inimigos", retribuirmos o mal com o bem", "perdoarmos70x7 vezes", "fazermos o bem aos que nos odeiam", "orarmos pelos que nos perseguem", etc. Ele só desistiu depois que o presidente americano pediu dizendo: “Eu acho que é absolutamente importante que a maioria esmagadora dos americanos mantenha aquilo que temos de melhor: a crença na tolerância religiosa, clareza sobre quem são nossos inimigos”, disse Obama, em uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

POSTADO PELO GRUPO DE ESTUDO "ALLAN KARDEC" http:/grupoallankardec.blogspot.com


"NOSSO LAR" - texto para entender o filme


André Luiz é um nome fictício, adotado pelo próprio espírito para proteger sua identidade como médico carioca. E no livro “Nosso Lar” ele conta, através da mediunidade de Chico Xavier, seu sofrimento, após sua desencarnação, ao ser chamado de suicida por companheiros da zona umbralina. Até que Clarêncio, o mensageiro divino, o resgatou e explicou que ele foi mesmo um suicida "indireto". Que todo seu aparelho gástrico foi destruído vagarosamente à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas. E a sífilis (conseqüência de algumas leviandades) devorou energias essenciais para sua recuperação corporal pós-operatória.

Para nós espíritas, o Céu e o Inferno são estados de consciência e não um local geográfico. Quem já sentiu a angústia do arrependimento mais intenso, por uma falta cometida, tem uma pequena idéia do que é o sofrimento dos Espíritos culpados após a desencarnação, que se tornam muito mais intenso na Espiritualidade, onde não há as limitações impostas pelo corpo físico, nem as ilusões da existência material, que ocultam as percepções e anestesiam a consciência. Os Espíritos comprometidos com o mal mergulham, ao desencarnar, num torvelinho de emoções e lembranças relacionados com suas faltas, experimentam sofrimentos morais tão intensos que não há nada que se lhes compare na Terra, onde os levará para regiões (UMBRAIS) que condizem com o estado de sua consciência. Portanto, quem nos leva ao umbral é a nossa consciência pesada. E o umbral é definido como uma "região destinada a esgotamento de resíduos mentais.” Assim sendo, entende-se como um período posterior ao desencarne (processo em que a alma abandona o corpo após a morte deste) que possibilita à alma entender o seu atual estado espiritual. O tempo de permanência no Umbral, e a ocorrência de processos dolorosos de culpa e flagelação, vai depender do estágio evolutivo da alma e do reconhecimento humilde das faltas cometidas. Só é resgatado de lá quem realmente demonstrar sincero arrependimento das transgressões cometidas perante a lei divina.
Nós espíritas, entendemos por purgatório, as dores físicas e morais: o tempo da expiação. Quase sempre, é na Terra que fazemos o nosso purgatório, ou seja, que expiamos (pagamos) as nossas faltas. Purgatório significa purgação, purificação. O purgante é o remédio que limpa o organismo. E as dores e aflições são os purgantes que limpam a alma das viciações que nos levam a transgredir a Lei Divina. Podemos dizer que, o caminho mais rápido e seguro entre o purgatório e o Céu, é “O PRÓXIMO”. Na medida em que estivermos dispostos a respeitar, ajudar, compreender e amparar aqueles que nos rodeiam, seja o familiar, o colega de serviço, o amigo, o indigente, o doente, estaremos habilitando-nos à felicidade, contribuindo para que ela se estenda sobre o Mundo. Portanto, não nos elevaremos se não tivermos dispostos a auxiliar os companheiros que conosco estagiam no purgatório terrestre.

Este filme mostra que, a maior surpresa da morte carnal é a de nos colocar face a face com a própria consciência; que levaremos para o Além, os “tesouros que a traça não corrói e o ladrão não rouba” como disse Jesus, ou seja, não levaremos nada que se destina ao uso do corpo, e sim tudo o que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais; lá não será computado o valor dos nossos bens, nem dos nossos títulos, mas serão contadas as nossas virtudes, e nesse cálculo o operário talvez seja considerado mais rico que o príncipe. André Luiz, por exemplo, não teve privilégios por ter sido médico na Terra, porque, todos somos iguais perante a lei divina; e no plano espiritual aprendemos muito, mas é encarnado que testaremos o aprendizado. Então, a "purificação" espiritual se dará depois de muitas encarnações, quantas forem necessárias, até que aprendamos que os passos do cristão, em qualquer escola religiosa, devem dirigir-se verdadeiramente ao Cristo.

Aos que acham este filme fictício deixo uma pergunta de Emmanuel que está no prefácio do livro "NOSSO LAR" : "O inabitual, entretanto, causa surpresa em todos os tempos. Quem não sorriria, na Terra, anos atrás, quando se lhe falasse da aviação, da eletricidade, da radiofonia?"

POSTADO PELO GRUPO DE ESTUDO "ALLAN KARDEC" http://grupoallankardec.blogspot.com


Compilação feita por Rudymara de Paula retirada dos livros: "O Evangelho segundo o Espiritismo"; "Nosso Lar" e "Um jeito de ser feliz".


O SONO E OS SONHOS - J. Raul Teixeira

O SONO É O REPOUSO DO CORPO E LIBERTAÇÃO DO ESPÍRITO


O sono é o repouso do corpo, mas o Espírito não necessita desse repouso. Enquanto os sentidos se entorpecem, a alma se liberta parcialmente da matéria, gozando das suas faculdades espirituais. O sono foi dado ao homem para a recuperação de suas forças orgânicas e das suas forças morais. Enquanto o corpo recupera as energias gastas no estado de vigília, o Espírito vai se retemperar entre os outros Espíritos. É então que ele tira, de tudo o que vê, de tudo que percebe, e dos conselhos que lhe são dados, as idéias que lhe ocorrem depois, em forma de intuições. É o retorno temporário do exilado à sua verdadeira pátria, a liberdade momentaneamente concedida ao prisioneiro. Mas acontece, como no caso dos prisioneiros perversos que o Espírito nem sempre aproveita esse momento de liberdade para o seu adiantamento. Se conserva maus instintos, em vez de procurar a companhia dos Bons Espíritos, busca a dos seus semelhantes, e dirige-se aos lugares em que pode liberar as suas más inclinações. Aquele que se acha compenetrado desta verdade eleve o seu pensamento, no momento em que sente aproximar-se o sono; solicite o conselho dos Bons Espíritos e daqueles cuja memória lhe seja cara, a fim de que venham assisti-lo, no breve intervalo que lhe é concedido. Se assim fizer, ao acordar se sentirá fortalecido contra o mal, com mais coragem para enfrentar as adversidades. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, item 38)

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SONHOS E PREMONIÇÕES - Divaldo Franco

domingo, 5 de setembro de 2010

A RIGOR - André Luiz


Espírito Santo – falange dos Emissários da Providência que superintende os grandes movimentos da Humanidade na Terra e no Plano Espiritual.
Reino de Deus – estado de sublimação da alma, criado por ela própria, através de reencarnações incessantes.
Céu – esferas espirituais santificadas onde habitam Espíritos Superiores que exteriorizam, do próprio íntimo, a atmosfera de paz e felicidade.
Milagre – designação de fatos naturais cujo mecanismo familiar à Lei Divina ainda se encontra defeso ao entendimento fragmentário da criatura.
Mistério – parte ignorada das Normas Universais que, paulatinamente, é identificada e compreendida pelo espírito humano.
Sobrenatural – definição de fenômenos que ainda não se incorporam aos domínios do hábito.
Santo – atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever.
Tentação – posição pessoal de cativeiro interior a vícios instintivos que ainda não conseguimos superar por nós mesmos.
Dia de juízo – oportunidade situada entre dois períodos de existência da alma, que se referem à sementeira de ações e à renovação da própria conduta.
Salvação – libertação e preservação do espírito contra o perigo de maiores males, no próprio caminho, a fim de que se confie à construção da própria felicidade, nos domínios do bem, elevandose a passos mais altos de evolução.
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O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos, para que se faça luz nas consciências e
consolo nos corações. Assim como o Cristo não veio destruir a Lei, porém cumpri-la, a Doutrina Espírita não veio desdizer os ensinos do Senhor, mas desenvolvê-los, completá-los e explicá-los “em termos claros e para toda a gente, quando foram ditos sob formas alegóricas”.
A rigor, a verdade pode caminhar distante da palavra com que aspiramos a traduzi-la.
Renove, pois, as expressões do seu pensamento e a vida renovar-se-lhe-á inteiramente, nas fainas de cada hora.

André Luiz

domingo, 29 de agosto de 2010

AÇÃO DA PRECE - André Luiz



Você é o lavrador.
O outro é o campo.
Você planta.
O outro produz.
Você é o celeiro.
O outro é o cliente.
Você fornece.
O outro adquire.
Você é o ator.
O outro é o público.
Você representa.
O outro observa.
Você é a palavra.
O outro é o microfone.
Você fala.
O outro transmite.
Você é o artista.
O outro é o instrumento.
Você toca.
O outro responde.
Você é a paisagem,
O outro é a objetiva.
Você surge.
O outro fotografa.
Você é o acontecimento.
O outro é a notícia.
Você age.
O outro conta.
Auxilie quanto puder.
Faça o bem sem olhar a quem.
Você é o desejo de seguir para Deus.
Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte.
O criador atende às criaturas, através das criaturas.
É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros.

André Luiz






segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A PORTA ESTREITA - Emmanuel


“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta que conduz à perdição.” – Jesus. (Mateus, 7: 13)

Em nos referindo a semelhante afirmativa do Mestre, não nos esqueçamos de que toda porta constitui passagem incrustada em qualquer construção, a separar dois lugares, facultando livre curso entre eles.
Porta, desse modo, é peça arquitetônica encontradiça em paredes, muralhas e veículos, permitindo, em todos os casos, franco passadouro.
E as portas referidas por Jesus, a que estrutura se entrosam?
Sem dúvida, a porta estreita e a porta larga pertencem à muralha do tempo, situada à frente de todos nós.
A porta estreita revela o acerto espiritual que nos permite marchar na senda evolutiva, com o justo aproveitamento das horas. A porta larga expressa-nos o desequilíbrio interior, com que somos forçados à dor da reparação, com lastimáveis perdas de
tempo.
Aquém da muralha, o passado e o presente.
Além da muralha, o futuro e a eternidade.
De cá, a sementeira do “hoje”.
De lá, a colheita do “amanhã”.
A travessia de uma das portas é ação compulsória para todas as criaturas.
Porta larga – entrada na ilusão – saída pelo reajuste...
Porta estreita – saída do erro – entrada na renovação...
O momento atual é de escolha da porta, estreita ou larga.
Os minutos apresentam valores particulares, conforme atravessemos a muralha, pela porta do serviço e da dificuldade ou através da porta dos caprichos enganadores.
Examina, por tua vez, qual a passagem que eleges por teus atos comuns, na existência que se desenrola, momento a momento.
Por milênios, temos sido viajores do tempo a ir e vir pela porta larga, nos círculos de viciação que forjamos para nós mesmos, engodados na autoridade transitória e na posse amoedada, na beleza física e na egolatria aviltante.
Renovemo-nos, pois, em Cristo, seguindo-o, nas abençoadas lições da porta estreita, a bendizer os empecilhos da marcha, conservando alegria e esperança na conversão do tempo em dádivas da Felicidade Maior.

Muralha do Tempo - Emmanuel






segunda-feira, 9 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO - André Luiz


O amor é a base do ensino.
Professor e aluno, cooperação mútua.
O auto-aprimoramento será sempre espontâneo.
Disciplina excessiva, caminho de violência.
A curiosidade construtiva ajuda o aprendizado.
Indagação ociosa, dúvida enfermiça.
Egoísmo n’alma gera temor e insegurança.
Evangelho no coração, coragem na consciência.
Cada criatura é um mundo particular de trabalho e experiência.
Não existe vocação compulsória.
Toda aula deve nascer do sentimento.
Automatismo na instrução, gelo na idéia.
A educação real não recompensa nem castiga.
A lição inicial do instrutor envolve em si mesma a responsabilidade pessoal do aprendiz.
Os desvios da infância e da juventude refletem os desvios da madureza.
Aproveitamento do estudante, eficiência do mestre.
Maternidade e paternidade são magistérios sublimes.
Lar, primeira escola; pais, primeiros professores; primeiro dia de vida, primeira aula do filho.
Pais e educadores! Se o lar deve entrosar-se com a escola, o culto do Evangelho em casa deve unir-se à matéria lecionada em classe, na iluminação da mente em trânsito para as esferas superiores de Vida.

André Luiz





quarta-feira, 4 de agosto de 2010

NO RETOQUE DA PALAVRA - André Luiz


Seja onde for, não afirme: – “Detesto esse lugar!”
Cada criatura vive na terra dos seus credores.
Ouvindo a frase infeliz, não grite: – “É um desaforo!”
Invigilância alheia pede a nossa vigilância maior.
Atravessando a madureza, não se lamente: – “Já estou cansado”.
Sintoma de exaustão, vontade enferma.
Sentindo a mocidade, não assevere: – ”Preciso gozar a vida!”
Romagem terrestre não é excursão turística.
À frente do amigo endividado, não ameace: – “Hoje ou nunca!”
Agora alguém se compromete, amanhã seremos nós.
Ao companheiro menos categorizado, não ordene: – ”Faça isso!”
Indelicadeza no trabalho, ditadura ridícula.
Perante o doente, não exclame: – ”Pobre coitado!”
Compaixão desatenta, crueldade indireta.
Ao vizinho faltoso, nunca diga: “Dispenso-lhe a amizade.”
Todos somos interdependentes.
Sob o clima da provação, não se queixe: – ”Não suporto mais!”
O fardo do espírito gravita na órbita das suas forças.
No cumprimento do dever, não clame: – ”Estou sozinho.”
Ninguém vive desamparado.
Colhido pelo desapontamento, não reclame: – ”Que azar!”
A Lei Divina não chancela imprevistos.
À face do ideal, não se lastime: – “Ninguém me ajuda.”
No Espiritismo temos responsabilidade pessoal com o Cristo.

André Luiz






segunda-feira, 2 de agosto de 2010

NA SAÚDE, NA DOENÇA - André Luiz



Em toda circunstância, trate a própria saúde, prevenindo-se da doença com os recursos encontrados em você mesmo.
Cada dia é novo ensejo para adquirirmos enfermidade ou curar nossos males.
O melhor remédio, antes de qualquer outro, é a vontade sadia, porque a vontade débil enfraquece a imaginação e a imaginação doentia debilita o corpo.
Doença do corpo pode criar doença da alma e doença da alma pode acarretar doença do corpo.
Vida atribulada nem sempre significa vida bem vivida.
Conquanto a existência em torno possa mostrar-se febricitante e turbilhonária, resguarde-se contra as intempéries emocionais no clima íntimo do próprio ser, ajudando e servindo com alegria aos menos felizes, na certeza de que o enfermeiro diligente conserva a integridade mental, muito embora convivendo, dia a dia, com
dezenas de enfermos em grandes desequilíbrios.
Somos parte integrante da farmácia do nosso próximo.
Observe as reações que a sua presença provoca no semelhante e pacifique aqueles com quem convive, não só pela palavra, mas até mesmo pela aparência e pelas atitudes, pois com a simples aproximação funcionamos como tranqüilizadores ou excitantes de
quem nos cerca, aliviando ou agravando os seus padecimentos físicos e morais...
Muitas doenças nascem da suspeita injustificável.
Seja sincero com você e com os outros na apreciação de sintomas que se reportem a desajustamentos orgânicos, tratando de assuntos dessa natureza, sem alarde e sem exagero.
O maior restaurador de forças é a consciência reta que asserena as emoções.
Se o leito de dor é agasalho imposto ao seu corpo enfermo, lembre-se de que a meditação é santuário invisível para o abrigo do Espírito em dificuldade e que a prece refunde e sublima as energias da alma.
Doença é contingência natural, inevitável às criaturas em processo de evolução; por isso, esforce-se por abolir inquietações quanto a problemas de saúde física, atendendo ao equilíbrio orgânico e confiando na vontade superior.

André Luiz