sábado, 22 de maio de 2010

CAP. I : "EU NÃO VIM DESTRUIR A LEI"



Deus, Pai misericordioso e bom, sabia que estava no momento de mandar para os homens a 1ª Revelação Divina, através de um homem. Este homem chamou-se Moisés, que quer dizer: “SALVO DAS ÁGUAS.”
Ele recebeu este nome, porque naquele tempo, no Egito, havia um rei muito malvado que mandou matar todas as criancinhas israelitas.
Então, quando ele nasceu, sua mãe o colocou num cestinho no rio Nilo. Uma princesa encontrou-o e o “salvou das águas”, e resolveu criá-lo.
Moisés viveu no palácio do rei. Recebeu inspiração para subir ao Monte Sinai e pegar duas pedras. Lá no alto do Monte, através de sua mediunidade, apareceram os 10 mandamentos da Lei de Deus.
OBS: Mediunidade é a capacidade inata de comunicar-se com Espíritos desencarnados.
Os 10 mandamentos são:
1 – Amar a Deus sobre todas as coisas
2 – Não tomar o nome de Deus em vão
3 – Santificar o dia de Sábado
4 – Honrar Pai e Mãe
5 – Não matarás
6 – Não furtarás
7 – Não adulterarás
8 – Não dirás falso testemunho
9 – Não desejarás a mulher do próximo
10- Não cobiçarás

Depois disso, muitos séculos se passaram e ainda faltava amor no coração das pessoas. Deus mandou então um Espírito já evoluído, de mais luz, para nos ensinar a amar os nossos pais, irmãos, primos, conhecidos e desconhecidos, até aqueles que nos prejudicam.
Esse Espírito encarnou como um homem chamado: JESUS.
Ele trouxe a 2ª Revelação Divina e resumiu as Leis que Moisés havia escrito por conta própria nos livros (Gênese, Êxodo, Levítico, Número e Deteuronomio), por apenas duas Leis: “AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO.” Estes 5 livros escritos por Moisés era chamado de: A LEI.
Jesus ensinava, consolava os aflitos, curava muitos doentes e dizia: “Não vim destruir A LEI.”
Como as pessoas respeitavam A LEI, Jesus quis explicar que Ele não veio para destruí-las, mas para continuar o que Moisés deixou. Principalmente os 10 mandamentos, que são as leis de Deus.

Explicando melhor: A LEI ( Gênese, Êxodo, Levítico, Número e Deteuronomio), são leis escritas por Moisés para controlar o povo da época, que era muito rebelde e teimoso. E os 10 mandamentos são leis escritas por Deus e recebidas por Moisés.

Devido às muitas curas realizadas por Jesus e seus ensinamentos de fraternidade, honestidade, as pessoas egoístas, desonestas e más quiseram crucificá-Lo. As palavras Dele incomodavam; não gostavam do que Ele falava, porque Ele chamava a atenção das pessoas más.
Mas não podiam crucificá-lo sem a permissão de Pilatos, que era representante do imperador romano.
Prenderam Jesus e O levaram a Pilatos. Este não via nada de mau em Jesus. Achava-O Bom e Justo. Então, Pilatos deixou o povo escolher um prisioneiro para ser solto. Colocou Jesus e Barrabás, um homem mal. Mas aquelas pessoas queriam crucificá-lo de qualquer maneira, então, escolheram Barrabás para ser solto. Pilatos não entendeu. Mas, com medo do povo se revoltar contra ele, lavou as mãos, para dizer: “não posso fazer mais nada.”
Pregaram Jesus numa cruz de madeira. Ali ele morreu. Mas suas últimas palavras foram: “Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem.” Seu corpo morreu na cruz, mas Ele continua amparando as crianças e todas as pessoas. Com o tempo, muitos homens, por vaidade e orgulho, modificaram os ensinamentos de Jesus. Como a humanidade precisava continuar seguindo o que Jesus ensinou para haver fraternidade, Deus então escolheu um homem bom, honesto e estudioso para publicar o que algumas pessoas do outro lado da vida (desencarnados) escreviam para as pessoas da vida em que nós estamos, lerem.
Esse homem encarnou com o nome de: HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL. Mais tarde ficou conhecido como Allan Kardec.
Ele e os Espíritos de Luz, através da mediunidade de psicografia trouxeram a 3ª Revelação Divina: O ESPIRITISMO.
O que é psicografia?
É a mediunidade que foi utilizada para os Espíritos responderem às perguntas que Kardec fazia. No começo, duas meninas seguravam uma cestinha com um lápis na ponta, e ela (a cestinha) escrevia textos científicos que nunca tinham aprendido. Depois, retiraram a cestinha e as médiuns passaram a segurar o lápis com as mãos, e as respostas eram dadas por escrito. O Espírito impulsiona as mãos da médium para escrever.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

MELINDRE - FILHO DO ORGULHO



O MELINDRE – filho do orgulho – propele (leva) a criatura a situar-se acima do bem de todos. É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral.
Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.
O melindre gera a prevenção negativa, agravando problemas e acentuando dificuldades, ao invés de aboli-los. Essa alergia moral demonstra má-vontade e transpira incoerência, estabelecendo moléstias obscuras nos tecidos sutis da alma.
Evitemos tal sensibilidade de porcelana, que não tem razão de ser.
Basta ligeira observação para encontrá-la a cada passo:
· É o diretor que tem a sua proposição refugada e se sente desprestigiado, não mais comparecendo às assembléias.
· O médium advertido construtivamente pelo condutor da sessão, quanto à própria educação mediúnica, e que se ressente, fugindo às reuniões.
· O comentarista admoestado fraternalmente para abaixar o volume da voz e que se amua na inutilidade.
· O colaborador do jornal que vê o artigo recusado pela redação e que se supõe menosprezado, encerrando atividades na imprensa.
· A cooperadora da assistência social esquecida, na passagem de seu aniversário, e se mostra ferida, caindo na indiferença.
· O servidor do templo que foi, certa vez, preterido na composição da mesa orientadora da ação espiritual e se desgosta por sentir-se infantilmente injuriado.
· O doador de alguns donativos cujo nome foi omitido nas citações de agradecimento e surge magoado, esquivando-se a nova cooperação.
· O pai relembrado pela professora das aulas de moral cristã, com respeito ao comportamento do filho, e que, por isso, se suscetibiliza, cortando o comparecimento da criança.
· O jovem aconselhado pelo irmão amadurecido e que se descontenta, rebelando-se contra o aviso da experiência.
· A pessoa que se sente desatendida ao procurar o companheiro de cuja cooperação necessita, nos horários em que esse mesmo companheiro, por sua vez, necessita de trabalhar a fim de prover a própria subsistência.
· O amigo que não se viu satisfeito ante a conduta do colega, na instituição, e deserta, revoltado, englobando todos os demais em franca reprovação, incapaz de reconhecer que essa é a hora de auxílio mais amplo.

O espírita que se nega ao concurso fraterno somente prejudica a si mesmo.
A rigor, sob as bênçãos da Doutrina Espírita, quem pode dizer que ajuda alguém? Somos sempre auxiliados.
Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente. Todos nós aí comparecemos para receber, antes de mais nada, sejam quais forem as circunstâncias.
Fujamos à condição de sensitivas humanas, convictos de que a honra reside na tranqüilidade da consciência, sustentada pelo dever cumprido.
Com a humildade não há o melindre que piora aquele que o sente, sem melhorar a ninguém.
Cabe-nos ouvir a consciência e segui-la, recordando que a suscetibilidade de alguém sempre surgirá no caminho, alguém que precisa de nossas preces, conquanto curtas ou aparentemente desnecessárias.
E para terminar, meu irmão, imagine se um dia Jesus se melindrasse com os nossos incessantes desacertos . . .





(Cairbar Schutel)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

BICHINHOS (história de Irmão X)


Você se declara esgotado pelos conflitos internos da instituição espírita de que se fez devotado servidor, e revela-se faminto de uma solução para os problemas que lhe atormentam a antiga casa de fé.
Lutas entre companheiros e hostilidades constantes minaram o altar do templo, onde muitas vezes, você observou a manifestação da Providência Divina, através de abnegados mensageiros da luz, e hoje, ao invés da fraternidade e da confiança, do entusiasmo e da alegria, imperam no santuário a discórdia e a dúvida, o desânimo e a tristeza.
Vocês nos pedem um esclarecimento, entretanto, a propósito do assunto, lembro-me de velha e valorosa árvore que conheci em minha primeira infância. Verde e forte, assemelhava-se a uma catedral na obra prodigiosa da Natureza. Cheia de ninhos, era o palácio predileto das aves canoras que, em suas frondes, trinavam felizes. Tropeiros exaustos encontravam à sua sombra, que protegia cristalina fonte, o reconforto e a paz, o repouso e o abrigo. Lenhadores, de quando em quando, furtavam-lhe pedaços vivos e peregrinos ingratos roubavam-lhe ramos preciosos para utilidades diversas. Tempestades terríveis caíam sobre ela, anualmente, oprimindo-a e dilacerando-a, mas parecia refazer-se, sempre mais bela. Coriscos alcançaram-na em muitas ocasiões, mas a árvore robusta ressurgia, sublime. Ventanias furiosas, periodicamente, inclinavam-lhe a copa, decepando-lhe galhos vigorosos; a canícula costumava rodeá-la de pesados detritos . . . O tronco, porém, sempre adornado de milhares e milhares de folhas seivosas, parecia, inabalável e invencível.
Um dia, contudo, alguns bichinhos começaram a penetrá-la de modo imperceptível.
Ninguém lhes conferia qualquer significação.
Microscópicos, incolores, quase intangíveis, que mal poderiam trazer ao gigante do solo?
Viajores e servos do campo não lhes identificaram a presença.
Mas os bichinhos multiplicaram-se, indefinidamente, invadiram as raízes e ganharam o coração da árvore vigorosa, devorando-o, pouco a pouco . . .
E o vegetal que superara as ameaças do céu e as tentações da Terra, em reduzido tempo, triste e emurchecido, transformava-se em lenho seco, destinado ao fogo.
Assim também, meu caro, são muitas das associações respeitáveis, quando não se acautelam contra os perigos, aparentemente sem importância. São admiráveis na caridade e na resistência aos golpes do exterior. Suportam, com heroísmo e serenidade, estranhas provações e contundentes pedradas. Afrontam a calúnia e a maldade, a perseguição e o menosprezo público, dentro de inalterável paciência e indefinível força moral . . .
Visitadas, entretanto, pelos vermes invisíveis da inveja ou do ciúme, da incompreensão ou da suspeita, depressa se perturbam e se desmantelam, incapazes de conhecer que os melindres pessoais são parasitos destruidores das melhores organizações do espírito.
Quando o “disse-me-disse” invade uma instituição, o demônio da intriga se incumbe de toldar a água viva do entendimento e da harmonia, aniquilando todas as sementes divinas do trabalho digno e do aperfeiçoamento espiritual.
- Que fazer? - pergunta você, assombrado.
Dentro de minha nova condição, apenas conheço um remédio: nossa adaptação individual e coletiva à pratica real do Evangelho do Cristo.
Contra os corrosivos bichinhos do egoísmo degradante, usemos os anti-sépticos da Boa Nova.
- “Se alguém quiser alcançar comigo a luz divina da ressurreição – disse o Senhor -, negue a si mesmo, tome a cruz dos próprios deveres, cada dia, e siga os meus passos.”
Quando pudermos realizar essa caminhada, com esquecimento de nossas carunchosas suscetibilidade (melindres), estaremos fora do alcance dos sinistros micróbios da treva, imunizados e tranqüilos em nosso próprio coração.

Do livro: Cartas e Crônicas – escrito pelo irmão X – psicografado por Chico Xavier

sábado, 8 de maio de 2010

AS PROFISSÕES DE MINHA MÃE



Minha mãe foi, com certeza, a mulher que mais profissões exerceu em toda sua longa vida, sem ter sequer concluído o curso fundamental.
Tudo que ela aprendeu foi nas primeiras quatro séries que cursou, quando criança. Contudo, era de uma sabedoria sem par.
Descobri que minha mãe era uma decoradora de grandes qualidades, à medida que eu crescia e observava que ela sempre tinha um local no melhor móvel da casa, para as pequenas coisas que fazíamos na escola, meu irmão e eu.
Em nossa casa, nunca faltou espaço para colocar os quadrinhos, os desenhos, os nossos ensaios de escultura em barro tosco.
Tudo, tudo ganhava um espaço privilegiado. E tudo ficava lindo, no lugar que ela colocava.
Descobri que minha mãe era uma diplomata, formada na melhor escola do mundo (nosso lar), todas as vezes que ela resolvia os pequenos conflitos entre meu irmão e eu.
Fosse a disputa pela bicicleta, pela bola, pelo último bocado de torta, de forma elegantemente diplomática ela conseguia resolver. E a solução, embora pudesse não agradar os dois, era sempre a mais viável, correta, honesta e ponderada.
Descobri que minha mãe era uma escritora de raro dom, quando eu precisava colocar no papel as ideias desencontradas de minha cabecinha infantil.
Ela me fazia dizer em voz alta as minhas ideias e depois ia me auxiliando a juntar as sílabas, compor as palavras, as frases, para que a redação saísse a contento.
Descobri que minha mãe era enfermeira, com menção honrosa, toda vez que meu irmão e eu nos machucávamos.
Ela lavava os joelhos ralados, as feridas abertas no roçar do arame farpado, no cair do muro, no estatelar-se no asfalto.
Depois, passava o produto antisséptico e sabia exatamente quando devia usar somente um pequeno band-aid, o curativo ou a faixa de gaze, o esparadrapo.
Descobri que minha mãe cursara a mais famosa Faculdade de Psicologia, quando ela conseguia, apenas com um olhar, descobrir a arte que tínhamos acabado de aprontar, o vaso que tínhamos quebrado.
E, depois, na adolescência, o namoro desatado, a frustração de um passeio que não deu certo, um desentendimento na escola.
Era uma analista perfeita. Sabia sentar-se e ouvir, ouvir e ouvir. Depois, buscava nos conduzir para um estado de espírito melhor, propondo algo que nos recompusesse o íntimo e refizesse o ânimo.
Era também pós-graduada em Teologia. Sua ciência a respeito de Deus transcendia o conteúdo de alguns livros existentes no mundo.
O seu era o ensino que nos mostrava a gota a cair da folha verde na manhã orvalhada e reconhecer no cristal puro, a presença de Deus.
Que nos apontava a fúria do temporal e dizia: Deus vela. Não se preocupem.
Que nos alertava a não arrancar as flores das campinas porque estávamos pisando no jardim de Deus. Um jardim que Ele nos cedera para nosso lazer, e que devíamos preservar.
Ah, sim. Ela era uma ecologista nata. E plantava flores e vegetais com o mesmo amor. Quando colhia as verduras para as nossas refeições, dizia: Não vamos recolher tudo. Deixemos um pouco para os passarinhos. Eles alegram o nosso dia e merecem o seu salário.
Também deixava uns morangos vermelhinhos bem à mostra no canteiro exuberante, para que eles pudessem saboreá-los.
Era sua forma de manifestar sua gratidão a Deus pelos Seus cuidados: alimentando as Suas criaturinhas.
Minha mãe, além de tudo, foi motorista particular. Não se cansava de ir e vir, várias vezes, de casa para a escola, para a biblioteca, para o dentista, para o médico, para o teatro e de volta para casa.
Também foi exímia cozinheira, arrumadeira, passadeira, babá. E tudo isto em tempo integral.
Como ela conseguia, eu não sei. Somente sei que agora ela está na Espiritualidade. E Deus, como recompensa, por tantas profissões desempenhadas na Terra, lhe deu uma missão muito, muito especial: a de anjo guardião dos filhos que ficaram na bendita escola terrena.

Redação do Momento Espírita.
PEÇAMOS EM NOSSAS PRECES PELAS MÃES DESENCARNADAS, PELAS MÃES QUE ADOTARAM FILHOS DE OUTRAS MÃES, PELAS MÃES QUE TEM FILHOS NAS PRISÕES, PELAS MÃES QUE OS FILHOS DESENCARNARAM, PELAS MÃES QUE SOFREM COM OS FILHOS QUE ESTÃO NOS VÍCIOS, PELAS MÃES QUE SÃO DESPREZADAS PELOS FILHOS, PELAS MÃES QUE SOFREM COM O SOFRIMENTO DOS FILHOS, PELAS MULHERES QUE SONHAM SER MÃES E NÃO CONSEGUEM, PELAS MULHERES QUE DISPENÇARAM A CHANCE DE SER MÃE PORQUE ABORTARAM, ENFIM, A TODAS MÃES, PRINCIPALMENTE AS QUE SOFREM DE ALGUMA FORMA..........